A greve é um direito legítimo e democrático de todos os trabalhadores. No entanto, quando as paralisações ocorrem nos serviços essenciais, que são os setores de transporte, saúde e educação, os líderes do movimento devem agir com cautela e racionalidade social e política. Deve-se esgotar todos os meios de negociação, mesmo porque não é deixando a pé ou com escassez de ônibus o grosso da população que necessita do transporte coletivo que a causa terá simpatia coletiva. O efeito, geralmente, é ao contrário. As empresas devem melhorar as condições de trabalho dos funcionários e o sindicato deve raciocinar que, em época de crise mundial e desemprego, momentâneamente é melhor ficar com os anéis. Até porque, nos finais da conta, tudo se acomoda ou politicamente se acerta. Quem paga o pato somos nós, usuários, com o aumento no preço das passagens dos ônibus. Esse filme eu já assisti!
Pedro Valentim