Regional

Câmara de Presidente Alves aprova CEI

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Presidente Alves - Durante sessão tumultuada ontem à noite na Câmara de Presidente Alves (56 quilômetros de Bauru) foi instalada uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar suposta quebra de decoro parlamentar e de improbidade cometidas por três vereadores da bancada de oposição.

O vereador Cristiano dos Santos (DEM) e mais dois parlamentares acusam Waldir Luiz Lamberti, o “Bady” (PTB), Sebastião Claviso (PPS) e Reginaldo Morais Anastácio, o “Massarico” (PTB) de terem coagido médicos do município para fornecerem atestados médicos para justificar a falta à última sessão legislativa de 27 de maio. “Ia ter alguns projetos de lei importantes na última sessão e, ao que parece, eles combinaram de não vir porque eram projetos de lei de autoria do Executivo. E eles são da oposição”, diz. “Os três que faltaram entregaram atestados. Depois, eu fui conversar com os médicos e eles me confirmaram que eles (vereadores) não tinham nada”, afirma o denunciante. A CEI tem 60 dias para apurar os fatos. Ela será presidida por Paulo César Rodrigues Navarro (DEM), Vanuza Barbosa Alves Coelho (vice) e Cristiano dos Santos (relator). Os nomes foram escolhidos por sorteio durante a sessão de ontem à noite.

Santos diz que a CEI vai apurar a conduta dos parlamentares em relação aos trabalhos da Casa. “Como eles são vereadores, coagiram o médico e pegaram os atestados. E eu descobri que os atestados, na verdade, só foram entregues para que eles não tivessem desconto dos subsídios”, revela.

O vereador Waldir Luiz Lamberti disse antes da sessão que é a favor da apuração dos fatos por parte da Câmara. “Eu passei pela Santa Casa de Pirajuí e fui atendido pelo médico. Quem tiver dúvidas, que convoque uma junta médica para contestar o atestado”, diz. Ainda segundo ele, a instalação da CEI representa uma retaliação da prefeitura em razão de sua posição pela não aprovação das contas do município, referentes ao ano de 2006. “A quem acusa, cabe o ônus da prova”, afirma. “Além disso, o município não teve nenhum prejuízo com a minha ausência”, rebateu.

O vereador Reginaldo Morais Anastácio atribui as denúncias à sua atuação em defesa dos servidores públicos de Presidente Alves. De acordo com ele, a prefeitura vem atrasando o depósito dos salários e a entrega das cestas básicas aos servidores, o que vem sendo objeto de contestação por parte dos membros da oposição. “Eu estou tranqüilo quanto à investigação”, diz. “Da minha parte, não existe nenhuma irregularidade porque eu estou passando por um problema de saúde”. O vereador também questiona a legalidade da CEI, afirmando que o requerimento deveria ter sido protocolado na Câmara em um período de até 48 horas antes do início da sessão, o que, segundo ele, não ocorreu.

O vereador Sebastião Claviso questiona a alegação feita pelo autor do documento de que ele teria combinado com outros dois parlamentares de faltar durante a última sessão legislativa. “Eu passei mal no dia da sessão. Meu atestado é verdadeiro, eu fui ao médico, estava com diarréia e não pude ir à sessão”, justifica.

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