Internacional

Equipes buscam corpos no Senegal

Mônica Bernardes
| Tempo de leitura: 3 min

Recife - Os trabalhos de buscas realizados pelas Marinhas do Brasil e da França e pela Força Aérea Brasileira (FAB) vem sendo realizado, nos últimos dois dias, numa área localizada a cerca de 850 quilômetros ao Norte do arquipélago de Fernando de Noronha - 1.350 km de Recife. As águas da região são consideradas internacionais, sob jurisdição do Senegal. Assim que foi informado sobre a necessidade de realização de buscas naquela área, o que ocorreu no começo desta semana, o comando militar brasileiro pediu autorização para o país africano. “O comando militar senegalês autorizou, de imediato, o ingresso de aeronaves e embarcações e colocou-se à disposição para auxiliar no que fosse possível”, explicou o almirante Edinson Lawrence, comandante do 3.º Distrito Naval.

A decisão de ampliar as áreas de buscas até o limite das fronteiras com o Senegal foi tomada, no início desta semana, em função da mudança da direção das correntes marítimas, que desde a última terça-feira passaram a se mover para o Norte. “Assim que verificamos que as correntes avançam para uma região mais distante, em direção ao Senegal, começamos a montar a estratégia para acompanhar. É evidente que cada vez que nos distanciamos do ponto onde se acredita que tenha ocorrido o acidente fica difícil encontrar vestígios”, disse o comandante de fragata Giucemar Tabosa.

Ontem, de acordo com a Marinha, as correntes marinhas voltaram a mudar de sentido, passando a transcorrer no sentido Oeste. Com isso, a expectativa é que possíveis destroços voltem a se aproximar da área no entorno do arquipélago de São Pedro e São Paulo, a cerca de 440 quilômetros de Fernando de Noronha. Foi nesta área que a maior parte dos corpos e destroços foram resgatados.

Identificação

Os 25 corpos de vítimas do acidente com o Airbus A330-200, da Air France, começaram ontem a serem pré-identificados por uma equipe formada por oito peritos - da Polícia Federal e polícia civil de Pernambuco - na estrutura montada no Arquipélago de Fernando de Noronha. Eles foram transportados pelo helicóptero H-34 Super Puma da fragata da Marinha brasileira Bosísio em duas etapas nesta quinta-feira. Até esta quinta-feira, 45 corpos haviam sido resgatados pelas equipes de busca da Marinha e da Força Aérea Brasileira (FAB).

Doze corpos foram trasladados na primeira viagem e os outros 13 na segunda - o que levou cerca de seis horas, das 5h50 às 11h45. A fragata trouxe os corpos da área de buscas, a cerca de 850 quilômetros de Fernando de Noronha, a até 40 quilômetros do arquipélago, onde eles foram içados pelo helicóptero e levados para o arquipélago.

A estimativa do comando é que os primeiros 12 corpos transportados seguiriam ontem para o Instituto Médico Legal (IML) do Recife, para conclusão da identificação. Os outros 13 só devem chegar ao Recife no domingo à tarde ou segunda-feira pela manhã.

Dois militares da fragata Ventose, da marinha francesa, vieram da área de buscas. Havia suspeita de que umd eles estivesse com meningite, mas a doença foi logo descartada por um médico.

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