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O santo deu um empurrãozinho

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 1 min

“Ele não deu uma ajudinha. Deu logo um empurrão”. É assim que Magali de Andrade Campos Sperandini, 64 anos, define a participação de Santo Antônio em seu casamento. Ela e seu marido, Claudemir Sperandini, têm uma relação toda especial com o santo casamenteiro. Magali conta que até 45 anos nunca tinha pensado em se casar. No entanto, seu pai, que já tinha uma idade avançada, tinha medo de falecer e deixar a filha sozinha no mundo. Estimulada pela preocupação do pai, Magali decidiu pedir a Santo Antônio que, lhe arranjasse um bom marido e em troca prometeu que quando a graça fosse alcançada, o casal ajudaria toda a comunidade.

Uma semana depois do pedido, na primeira vez em que ela saiu para passear, lá estava Claudemir, também solteiro aos 45 anos. Bastou dois meses para os dois perceberem que o que sentiam era amor e decidirem se casar. Como tinha de ser, Magali também cumpriu sua parte no acordo e a primeira tarefa do casal foi colaborar nos preparativos do bolo de Santo Antônio.

Há 19 anos juntos, Claudemir e Magali estão em plena harmonia. “Ela fez a promessa e eu também tenho que pagar”, brinca ele. “Ele é um maridão, o amor da minha vida”, ela responde. E os dois continuam com a mão na massa para preparar o bolo da 69.ª quermesse de Santo Antônio.

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