Regional

Extração de argila é motivo de polêmica

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A polêmica em torno da extração de argila surgiu depois da implantação da Lei dos Crimes Ambientais, em 1998. O entendimento não unânime por parte das autoridades gera inúmeras opiniões que atrasam a aprovação dos pedidos de autorização para extração do material básico para a confecção de telhas, tijolos e lajes. A situação chegou a um ponto, segundo o presidente da Afacebi, Edson Said, que os funcionários dos órgãos competentes temem assinar o documento por medo de serem chamados para se explicar à Promotoria de Justiça.

Para solucionar esse problema, a associação contratou uma empresa da Capital, a Dpozzi, que desenvolveu um estudo e provou que a retirada de argila do rio Tietê pode beneficiar a fauna e flora. “O estudo ambiental foi desenvolvido nos parâmetros ditados pela Cetesb de São Paulo para evitar entendimentos diferentes, porque os órgãos ambientais acham que vamos fazer buraco e derrubar árvores. A intenção foi mostrar o impacto da extração de argila ao meio ambiente.”

A conclusão foi que o impacto é benéfico e o presidente da associação explica o motivo: “A partir do momento que seca o lago, faz o aterro, aprofunda a calha do rio e retira a argila, o lago vai ter menos entrada de onda, de dejetos e um aumento do volume de água que beneficia a procriação de peixes, aumenta o número de aves e a porcentagem de ferro e zinco é menor nessas áreas.”

A diferença é vista a olho nu. “Onde se faz o aterro é plantado árvores ou nasce vegetação. Ali se torna um habitat natural para a fauna e flora. Mesmo que não derrube nenhuma árvore, temos que plantar algumas mudas e revegetar o local.”

Na opinião do ceramista, a extração de argila é viável sem comprometer o meio ambiente. “Quando há a retirada de argila, há um aumento no reservatório, há a produção de telha, tijolos e lajes e a geração de empregos. As cerâmicas dão empregos permanentes para cerca de mil pessoas. São empregos diretos. Geramos vagas indiretas que são os prestadores de serviços de mecânica, transporte etc. Até o cavaco de lenha que a gente queima nos fornos gera emprego.”

A extração de argila, atualmente, é feita na bacia hidrográfica de Bariri. “Área compreendida entre as barragens de Barra Bonita (AS) e a de Bariri.”

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