Tribuna do Leitor

O escândalo do dia


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É. Se gritar pega avião...não sobra nenhum mesmo meu caro leitor.

O e$cândalo da hora (talvez antes que o dia acabe, apareça mais um) são os tais boletins secretos de nomeações e exonerações em número de 300 existentes no Senado Federal, que os ex-diretor-geral e diretor da Secretaria de Recursos Humanos daquela instituição tinham a responsabilidade direta da publicação de tais atos, e que, pela própria condição de “serem secretos”, não eram publicados.

O neto do presidente do Senado, o todo poderoso peemedebista José Sarney, foi um dos agraciados com a nomeação para secretário parlamentar do senador petebista Epitácio Cafeteira. Sarney nega que tenha pedido a nomeação do neto ao senador conterrâneo. Diz ainda que “não sabia” desses 300 boletins secretos. A justificativa do senador Cafeteira é de uma irritante singeleza.

Disse que estava devendo favores ao Fernando (filho de Sarney e pai do “menino”). Em retribuição ao favor que Fernando fizera em seu benefício (aproximar Cafeteira do senador Sarney), ofereceu o cargo ao “garoto”. O “garotão” de 22 anos, que nem completou a faculdade, durante 18 meses ocupou um dos cargos mais cobiçados, recebendo mensalmente o salário de R$ 7.600,00.

Cada vez que a grande imprensa noticia que destamparam a fossa onde são arquivados os malfeitos parlamentares do Congresso Nacional, exala um fedor insuportável.

O desrespeito patrocinado por uma minoria de homens públicos, que se arvoram em “representantes” do eleitor brasileiro, que ao “administrarem” o dinheiro à disposição da instituição, colaboram com tais procedimentos a cada dia que passa, e quando flagrados nas imoralidades, também colaboram mais ainda para o descrédito do eleitor, ao mesmo tempo que não percebem, tais homens públicos, que o eleitor hoje, está “antenado” em tempo real nas notícias das farras patrocinadas pela classe política além do que, hoje o eleitor possui a ferramenta fundamental de auxilio ao discernimento necessário de julgar, para a reeleição ou para o ostracismo, do indigno de ostentar na lapela o broche democrático.

Ao ex-presidente da República e atual presidente do Senado Federal, cujo sonho era ser presidente da Academia Brasileira de Letras mas optou de maneira equivocada em continuar na política, ouso sugerir que mude de amigos. Procure aproximar-se mais daqueles que o aguardam para fazer-lhe companhia na vida eterna. Essa oportunidade você não pode desperdiçar, porque ela se aproxima celeremente...

Nicanor Amaro Silva

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