Um esporte completo como a natação, porém, coletivo como poucos. É muito intenso, envolve muito companheirismo e no qual as ações são divididas entre os atletas. Além disso, propicia ao praticante o desenvolvimento, não só do físico, mas também da resistência e do raciocínio rápido. “Companheirismo”, “união”, “solidariedade” e “amizade” são palavras recorrentes no meio, e quem se permite praticar e acompanhar o esporte nunca mais o abandona.
O rugby em Bauru ainda engatinha. Já tivemos boas aparições na mídia e boas participações em campeonatos. Ano passado, a equipe bauruense ficou em quinto lugar, e não teve apoio nem estrutura para competir. Hoje, infelizmente, não posso dizer que a situação está diferente. Com algumas idas e vindas à Semel, após o empréstimo do “Milagrão” durante certo tempo, voltamos a treinar no Anfiteatro Vitória Régia.
O motivo: começou a grande festa da Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA), com suas duas divisões do Campeonato Amador de Futebol, tradição, muito apoio político e financeiro. A entidade conta com uma existência de mais de 75 anos e nenhuma estrutura própria! Sempre se utilizando da estrutura municipal, que seria para servir a comunidade! Que retorno dão à mesma?
Muito interessante acompanhar por este Jornal as proporções que tomaram o futebol amador em Bauru. Menos interessante foi acompanhar sobre os julgamentos de atletas e dirigentes após uma certa confusão. Gostaria de saber o que as geraram. Mesmo assim, imagina-se que a coisa foi feia! Realmente, não é este tipo de retorno que a comunidade bauruense espera.
Fica aqui uma idéia à Semel, Comissão de Direitos Desportivos e à própria LBFA: os clube envolvidos nesta confusão não perderiam o mando de campo, mas, pelo resto do campeonato, teriam que alugar campos particulares para mandar jogos, além de prestar serviços à comunidade, como restauração de quadras poliesportivas, e , por que não, até cortar o mato que assola as escolas municipais e estaduais de Bauru (cujos quais a Secretaria da Educação paga para que a Emdurb corte).
Deste modo, sobrariam alguns campos distritais para que a comunidade e outras modalidades pudessem utilizar nos finais de semana, e seria, pelo menos, algum retorno à comunidade.
André Lennon L. Rafael - presidente do Clube Esportivo Javalis Rugby Bauru