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Franquia é opção ao abrir negócio

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

O interessado em ‘ser o próprio patrão’ tem como alternativa as franquias. Embora a opção não seja garantia de sucesso, o empreendedor, ao menos, economiza tempo com questões técnicas e pesquisa, informa o gerente do escritório regional do Sebrae em Bauru, Milton de Biasi.

“Ela dá o know how do negócio, tanto que se paga por isso”, explica. No entanto, ainda neste caso, é fundamental que o empresário tenha competência para gerir o negócio e estude bem onde e como investirá seus recursos. “Eu e meu sócio pesquisamos bastante. Freqüentamos a feira promovida pela Associação Brasileira de Franquias”, comenta o franqueado do Habib’s em Bauru, Nélson Scarpelli Júnior. Na opinião dele, o empreendedor deve acompanhar cada passo do negócio, ao menos na abertura da franquia.

“Quando eu e meu sócio optamos por negócio próprio, começamos a estudar. Quando identificamos a franquia que a gente ia efetivamente investir, estudamos todas as possibilidades financeiras. Fizemos um bom planejamento, planejamento de risco. Deixamos reservas para os tempos de vacas magras”, comenta satisfeito com o sucesso do negócio. Mas além de estudar o mercado, também é fundamental analisar bem as franquias disponíveis.

A orientação é de Emerson Hortolan, franqueado do MacDonald’s em Bauru. “Existem franquias e franquias. Algumas extremamente consolidadas. A franquia é uma relação de troca. O franqueado vai operar o negócio, mas é fundamental que a companhia passe sua experiência para que aquele negócio seja bem sucedido”, comenta Hortolan. Entre muitos aspectos, ele recomenda cuidado na avaliação referente ao custo a ser pago pelo know how.

“Tem ainda uma diversidade muito grande de remuneração ao franqueador. Focos completamente diferentes que devem ser analisados”, diz. Hortolan conta que passou por processo seletivo criterioso para tornar-se franqueado. Além da análise do currículo e entrevistas, o MacDonald’s analisa também a capacidade financeira. “Fiquei três dias numa loja fazendo funções diversas. O pessoal orientava algumas coisas básicas e a gente executava. No começo, achei uma bobagem. Depois floresce. Usei isso para contratar todos os funcionários”, diz.

Hortolan não se considera um grande empreendedor, mas um grande trabalhador. “Como Einstein já dizia, é 1% de inspiração e 99% de transpiração”, conclui.

Churros internacionais

Benedito Lopes, o Benê, ganhava bem como funcionário de empresa. Mas não troca por nada a vida de empresário. Proprietário do trailer de churros Oba-Oba, viu seus produtos serem enviados até para fora do País. A iguaria, inclusive, lhe rendeu espaço no Guia Quatro Rodas. Além da qualidade do produto e da variedade de sabores, esbanjou criatividade ao pensar em nomes sugestivos para batizar cada uma de suas receitas.

Antes de se especializar em churros, trabalhava apenas com batata frita. Com o tempo, passou a oferecer o doce nas festas e exposições. Ficou famoso com o ponto na Praça da Paz. Para Benê, presa pelo status, muita gente ainda prefere os escritórios ao risco do negócio próprio, especialmente quando ele começa num trailer. Mas se os salários já não compensavam antigamente, quanto mais agora, comenta. “O resultado não é da noite para o dia, tem que trabalhar bastante. Tem que ter um diferencial. Se tiver o pé no chão, você faz sua própria segurança. O que não adianta é ter a segurança do emprego, sem dinheiro. No máximo recebe o elogio do chefe e mais nada”, conclui.

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