Bairros

Clientes têm roteiro gastronômico definido

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Não há um bairro na cidade onde não seja possível encontrar um bar. Apesar de não se ter um número exato desses estabelecimentos em Bauru, sabe-se que são muitos e que cada vez mais o número aumenta. A maior parte dos clientes de um bar também freqüenta este ou aquele outro. De acordo com os próprios freqüentadores, tudo vai depender do que se procura e da companhia para definir o roteiro gastronômico do dia.

Como a maior parte dos bares tem se especializado em oferecer algum tipo de petisco, dos mais tradicionais até outros pratos mais típicos, as opções para passar horas agradáveis no final da tarde são muitas.

Os amigos Bruno Dolastro e Tiago Almeida contam que pelo menos duas vezes por semana vão até o Bar do Brecha, no Jardim Higienópolis, para tomar cerveja e saborear uma porção de panceta, porpeta ou qualquer outro prato servido no bar. Os amigos falam tanto das porções que consomem no local que conseguiram levar o patrão, Carlos Freitas, para experimentar. “A gente vem pelo menos duas vezes por semana aqui, mas freqüenta outros bares também. O Bar do Português, aqui pertinho, também tem um excelente ambiente e alguns pratos que a gente só encontra lá”, conta.

Bruno Tavares, Renato Caldas e Fernando Lima são freqüentadores de diversos bares na cidade. “A gente tem alguns preferidos. Pelo menos uma vez por semana, a gente reúne os colegas de trabalho para tomar uma cerveja e comer algo nesses locais”, conta Tavares.

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Provando que a propaganda é a alma do negócio e que o boca-a-boca faz efeito, os freqüentadores dos bares visitados pela reportagem explicam que chegaram até o local por indicação de outros clientes. Cláudio Tolossa, morador de São Paulo, conheceu as porpetas e a porção de panceta feita no Bar do Brecha por indicação do amigo José Elias Lemos de Almeida.

Ele conta que já perdeu a conta do número de pessoas para quem já falou da comida. “Tenho amigos em São Paulo que ficam com água na boca cada vez que falo dos pratos que experimento aqui”, conta Tolossa.

Os irmãos José Ricardo e Pedro do Amaral contam que já têm até o dia certo para ir até o Bar do Totó, localizado na Vila Pacífico, próximo ao estádio do Noroeste, para tomar cerveja e saborear a porção de frango à passarinho servida no local.

José Ricardo explica que, além de gostar da porção de frango à passarinho, o bar fica próximo da casa dele e, assim, não tem nenhum problema para voltar para casa. “A gente sempre toma uma cerveja para acompanhar a porção e, como estamos sempre de moto, a proximidade do bar com a nossa residência oferece pouco ou nenhum risco”, afirma.

Os estudantes Thiago Ferreira e Fernanda Cristina Pilastra aproveitam o tempo antes de entrar na sala de aula para sempre comer algo no bar. “A gente sempre pede uma porção, alguma coisa que alimente mais”, conta Ferreira.

Mas muita gente não vai até aos bares nos bairros para comer uma porção ou tomar cerveja. Muitas pessoas, como Jair Galego, preferem buscar para a família o refrigerante para toda a família. “Cresci tomando esse guaraná de garrafa que meu pai comprava no armazém. Nos supermercados é difícil de encontrar, mas nos bares é certeza absoluta”, diz. De acordo com ele, o sabor desse refrigerante em relação aos vendidos em garrafas plásticas de dois litros está no sabor. “Eles são bem mais saborosos”, afirma Galego.

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