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Projeto busca espaço alternativo

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Na noite da última quinta-feira, mais de 20 jovens se espremiam num barracão do Jardim Ouro Verde. Eles treinavam passos e golpes de capoeira. As aulas fazem parte da parceria entre a Associação Bassula Capoeira e o grupo 100% Ouro Verde. De acordo com Gilberto Cabral Melo, coordenador do grupo, só os projetos de percussão e dança reúnem cerca de 40 jovens.

Para ele, é necessário descentralizar o acesso à cultura e lazer em Bauru. “O Jardim Ouro Verde não tem uma praça, nenhum lugar para o pessoal. Se tivesse algum lugar que disponibilizasse eventos duas vezes por mês, por exemplo, já seria bem legal”, avalia.

Edson Rubens, coordenador do Bassula, frisa que a parceria tem como objetivo tirar crianças e jovens da rua. “E também colocar em contato com a capoeira, promover a inclusão social por meio da cultura”, destaca.

Há mais tempo no projeto, Adriel Fernandes Magesto, 18 anos, Luiz Felipe de Lima, 17 anos, Paulo Alexandre dos Santos Antônio, 20 anos, e Anderson Ilves de Oliveira, 18 anos, são preparados para se tornarem multiplicadores do projeto. “Aqui é um lugar que a gente dedica o nosso tempo. Ficamos em contato com esporte, cultura. Não tem espaço para drogas, nada disso”, garante Magesto.

Outra entidade que oferece oportunidades de esporte e cultura em Bauru é a Periferia Legal. Para Wanderlei Antônio de Oliveira, presidente da entidade, oferecer espaços de lazer no bairro ajudaria a democratizar o acesso. “O jovem da periferia se veste diferente, tem outro olhar sobre as coisas. E, muitas vezes, sai de casa em busca de diversão na zona sul, onde acaba sendo até discriminado pelo seu jeito”, avalia. A Periferia Legal mantém parceria com uma universidade de Bauru para oferecer aulas de vôlei, basquete e futsal na escola Ada Cariani Avalone, no Núcleo Mary Dota.

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