A Investimentos Itaú S.A. (Itaúsa), controladora da Duratex S.A, e a Companhia Ligna de Investimentos (“Ligna”), controladora da Satipel Industrial S.A., assinaram ontem contrato de associação dando origem à maior indústria de painéis de madeira industrializada do hemisfério sul. Atualmente a unidade da Duratex em Agudos (18 quilômetros de Bauru) está em fase de expansão da produção.
A companhia resultante desta união será denominada Duratex S.A., com ações listadas no Novo Mercado da BM&F Bovespa. A Duratex S.A. nasce com R$ 3 bilhões de valor de mercado, R$ 3,3 bilhões de receita bruta anual e 9.764 funcionários. A capacidade instalada será de 4 milhões de metros cúbicos anuais de painéis de madeira industrializada e produção de 23 milhões de peças sanitárias por ano.
Na região de Bauru a Duratex atua em Agudos, Botucatu e Lençóis Paulista. Na unidade de Agudos, está em fase de testes os novos equipamentos adquiridos para a expansão da produção de MDF na cidade. Quando estiver em plena operação, a unidade de Agudos terá capacidade de produção de 800 mil metros cúbicos de MDF (Medium Density Fiberboard). O início da produção ocorreu em abril deste ano.
De acordo com a área comercial institucional da Duratex, em São Paulo, não está nos planos da empresa promover demissões no quadro de funcionário, devido a união com a Satipel. Segundo texto divulgado no site da Duratex na Internet, a associação entre as duas empresas tem por objetivo reforçar as vantagens competitivas baseadas na adoção das melhores práticas de gestão e na potencialização de culturas e competências empresariais.
“Que, aliadas a uma maior capacidade de inovação tecnológica e de desenvolvimento de produtos, resultará na criação de uma empresa global, com ganhos de escala em mercados cada vez mais disputados e preparada para continuar sua bem sucedida trajetória de crescimento sustentável”, informa.
Na opinião de Plínio do Amaral Pinheiro, vice-presidente financeiro da Duratex, apesar de o mercado de madeira estar mais competitivo, a crise vem auxiliando na redução de custos, por conta da queda do preço internacional do petróleo e, consequentemente, das resinas utilizadas como matéria-prima.
Com a união, o novo grupo também passa a ser a segunda maior produtora de louças sanitárias do Brasil e líder na produção de metais sanitários no mercado brasileiro.
A empresa resultante dessa associação conta com capacidade instalada de cerca de 4 milhões de metros cúbicos anuais de painéis de madeira industrializada com sete linhas contínuas, sendo quatro de MDF (Medium Density Fiberboard) e três de MDP (Medium Density Particleboard), além de três linhas de chapas de fibra instaladas em cinco fábricas estrategicamente localizadas. A área florestal disporá de aproximadamente 209 mil hectares com florestas plantadas e certificadas pelo FSC (Forest Stewardship Council).