Assim como a maioria dos esportes, o hipismo está apostando no treinamento físico específico para a modalidade para que o conjunto cavaleiro/cavalo obtenha o melhor resultado na pista. Com este objetivo, profissionais de educação física estão aprendendo a montar para, assim, poder treinar melhor cavaleiros e amazonas. O resultando, afirmam, é uma melhora na performance competitiva e de qualidade de vida dos esportistas.
Essa nova forma de treinamento para o hipismo, considerada pioneira, está sendo realizada em Bauru pelos profissionais de educação física Ricardo Oliboni e Daniel do Nascimento Gabriel numa parceria com o Núcleo Bauruense do Quarto de Milha (NBQM). O projeto ainda está em estágio inicial, mas ambos atestam que os resultados já são evidentes.
“As competições de três tambores e seis balizas estão em um nível muito elevado e a preparação física torna-se cada vez mais um requisito necessário para um bom desempenho”, enfatiza a amazona Paola Daré Braga. Presidente da NBQM, ela é parceira da iniciativa em fase de “laboratório” no haras de sua propriedade. “Já podemos observar significativas melhoras nos tempos”, afirma Oliboni.
Não são apenas cavaleiros e amazonas que treinam. Sem experiências anteriores com cavalos, os profissionais de educação física buscam afinidade com os animais para, depois, aplicar aos esportistas a melhor combinação de exercícios específicos visando otimizar o rendimento durante as competições.
Ricardo e Daniel fizeram ontem os últimos treinamentos em vista às participações na quinta etapa do 13.º campeonato de três tambores e seis balizas organizado pelo Núcleo Bauruense do Quarto de Milha no Recinto Mello Moraes neste final de semana. A competição integra o evento “Potro do Futuro”, que será realizado entre sexta-feira e domingo.
“Talvez a gente esteja atrás quanto a técnica, mas no preparo físico poderemos ter alguma vantagem”, antecipa Daniel, que, assim como o colega, competirá na categoria amador/principiante, orientados pelo treinador Cícero de Souza de Oliveira.
Entretanto, as melhores performances em competições não são os únicos propósitos do projeto. “A idéia também é mostrar para as pessoas que o hipismo é uma boa opção de esporte, como qualquer outra modalidade”, enfatiza Paola, que destaca o condicionamento muscular como uma das principais vertentes do treinamento específico. “Utilizamos muito a parte interna da coxa e nos trabalhos complementares fortalecemos também a externa, como forma de igualar o fortalecimento da perna”, detalha.