Polícia

‘Fábrica’ de caça-níquel é desmontada

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

“Fábrica de caça-níquel”. É assim que a Polícia Civil denominou um local no Parque Vista Alegre (PVA), em Bauru, descoberto ontem graças a uma denúncia anônima. Numa marcenaria que funcionava nos fundos de uma residência do bairro, entre caça-níqueis já prontos para uso, dentro de caixas de madeira, e outros em fase de montagem, foram apreendidas cerca de 50 máquinas de jogo de azar.

A apreensão ocorreu durante a megaoperação desencadeada pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior-4 (Deinter-4). Policiais civis do 2.º Distrito Policial foram ao local e acharam tanto caça-níqueis prontos quanto outros em fase de montagem e componentes eletrônicos usados na máquina.

O delegado Fábio Mariotto, do 2.º DP explica que na marcenaria os componentes eletrônicos, que podem ser comprados em lojas do ramo, eram montados de forma a funcionar como caça-níquel e colocados dentro de caixotes de madeira, fabricados no local. Prontas, as máquinas poderiam ser vendidas e já entrar em operação.

Além dos caça-níqueis prontos e os em montagem, os policiais apreenderam na marcenaria 185 placas de informática, 29 monitores usados, inúmeras fechaduras (colocadas na parte de trás do gabinete do videobingo) e diversas ferramentas.

O dono da marcenaria, Luciano Nishida e seu primo Osmar Nihisda, mais o marceneiro Belmiro Alves de Oliveira foram ouvidos na delegacia e liberados. Eles podem responder inquérito por contravenção penal de jogo de azar. O artigo 50 da Lei das Contravenções Penais prevê que estabelecer ou explorar jogo de azar é proibido. A pena é prisão de 3 meses a um ano e multa.

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