Regional

Destilaria Central está praticamente destruída

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O município de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), a exemplo de Botucatu, também luta para incorporar prédios históricos ao seu patrimônio para investir na preservação desses espaços, já que a cidade não conta com um Conselho próprio para a proteção dos seus imóveis históricos. A Destilaria Central, um dos maiores símbolos históricos da cidade, apesar de tombada pelo Condephaat em 1989, está se deteriorando aos poucos. De “raro exemplar de arquitetura eclética no Estado de São Paulo” e “símbolo da Segunda Guerra Mundial”, segundo registro de tombamento, hoje a estrutura resume-se apenas a uma torre de cinco andares parcialmente destruída.

O diretor jurídico da prefeitura de Lençóis Paulista, Leandro Orsi Brandi, revela que o município já vem pleiteando a área da Destilaria à Secretaria de Patrimônio da União há cerca de 20 anos, desde que o Instituto de Açúcar e do Álcool (IAA), que administrava o local, foi extinto. “Tínhamos um comodato com aquela área. Depois que o IAA foi extinto em 1991, na época do Collor, salvo engano, automaticamente se extinguiu o comodato e a prefeitura não pôde entrar mais lá”, explica. “E nesse meio tempo, o prédio foi ruindo. Hoje, só sobrou a torre de destilação. Infelizmente, perdeu-se todo o patrimônio”.

A preservação do patrimônio ferroviário de Lençóis Paulista também esbarra na burocracia encontrada pelo município em administrar os prédios históricos localizados no seu perímetro, conta o diretor. “Os imóveis da Estação Ferroviária de Lençóis Paulista; de Alfredo Guedes, que é um distrito; e de Virgílio Rocha, uma antiga estação, estão cedidos provisoriamente ao município”, afirma. “Nós estamos tentando obter a posse definitiva desses imóveis para que o município possa realmente investir com mais segurança nesses prédios”.

Apesar das dificuldades, Brandi explica que a Estação Ferroviária Central do município passou recentemente por um processo de restauração. “Ela foi restaurada e mantida no seu padrão original”, revela. Atualmente, funcionam no local a sede da Campanha de Combate à Fome e à Miséria, uma sala de informática do Centro Municipal de Formação Profissional e um museu, com peças antigas da ferrovia. “O nosso próximo objetivo é restaurar a (estação) de Alfredo Guedes e, no futuro, a de Virgílio Rocha”, conta.

Na Estação de Alfredo Guedes, o diretor explica que a prefeitura irá investir em projetos que preservem a vocação do distrito para o turismo rural.

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