Gostaria de começar dizendo que sou um trabalhador assalariado como a maioria da população deste País. Ao assistir o noticiário de ontem à noite, fiquei seriamente preocupado com a redução da carga horária trabalhista de 44 para 40 horas semanais e o aumento de 50% para 70% no pagamento de horas extras. Segundo um dos mais influentes sindicalistas do Brasil, a aprovação desta reivindicação ocasionará a abertura de milhões de vagas, diminuindo a taxa de desemprego do Brasil. Aí, eu pergunto: “Será que para um País em desenvolvimento, atravessando uma crise mundial, essa seria uma medida inteligente?”
O Brasil já possui uma das menores cargas horárias trabalhistas do mundo em comparação a outros países que são mais desenvolvidos do que o Brasil. Todas, se não a maioria das empresas brasileiras e multinacionais aqui instaladas, estão em clima de redução de custos, com quadro de funcionários cada vez mais enxuto. Uma medida dessas, nesta altura do campeonato, aumentaria, e muito, os custos das empresas e nada traria de benefício para nós, colaboradores, pois estaríamos em uma corda bamba, pisando em casca de ovo. Usando uma frase já conhecida dos brasileiros “Deixe o homem trabalhar”. Caros leitores, tenham a certeza que, se algo acontecer com nossos empregos, nenhum sindicalista colocará nosso pão na mesa. Obrigado!
José Margarido Garcia Junior