Parar na Barreira do Inferno, para um registro fotográfico da primeira base de lançamento de foguetes da América Latina, é outro item do manual do visitante. A próxima parada é Pirangi, onde além de visitar o famoso cajueiro gigante é possível admirar o encontro do Rio Pirangi com o mar.
Para quem estiver disposto a viajar 88 quilômetros, conhecer a Praia de Pipa pode ser inesquecível.
Descarte os ônibus. Passear pelas estreitas ruas da antiga vila de pescadores só mesmo a pé. Descoberto no início da década de 80, o lugar se transformou num hit. Além de abrigar um santuário ecológico, com golfinhos e tartarugas, tem mais de 60 hotéis e uma gastronomia para vários sotaques. Mas é bom preparar o bolso. Sentar-se em uma das mesas dos transados bares para curtir um blues ou rock pode sair caro: uma lata de cerveja, por exemplo, custa em média R$ 4,00.
Quem encontrar companhia na fervilhante noite de Pipa pode rumar para a Praia dos Amores, a um quilômetro da vila. Quase vazia e com um mar de ondas fortes, o point é paradisíaco e um dos mais apreciados pelos surfistas.
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Crescimento
Mas nem sempre foi assim. Até os anos 1970, o potencial turístico local não era adequadamente explorado. O quadro foi se modificando com o crescimento da cidade em direção ao litoral Sul e a construção da Via Costeira nos anos 80, o que transformou alguns pontos, como o Morro do Careca e o Parque das Dunas, em cartões-postais. A partir daí, a cidade começou a investir em infra-estrutura turística e surgiram hotéis, pousadas e restaurantes.
E belezas, não só em Natal, mas no Rio Grande do Norte em geral, existem de sobra. Como não se render às belas praias de areia fina e mar cristalino, como as movimentadas Genipabu, Ponta Negra e Pipa? Ou as desertas Perobas e São Miguel do Gostoso? Não dá para descartar os passeios de dromedário ou de buggy pelas dunas de Genipabu.
E quem tem coragem de seguir viagem sem conhecer o famoso Cajueiro, na Praia de Pirangi? Considerado o maior do mundo pelo “Guinness Book”, sua copa mede mais de 8 mil metros quadrados e ele produz cerca de 80 mil frutos por ano. Nas proximidades, ambulantes vendem produtos feitos à base da fruta.
As lagoas de Pitangui, Jacumã e Arituba também são muito procuradas pelos turistas, que nelas se divertem em mergulhos ou em atividades como o esquibunda, o aerobunda e miniteleféricos. Há ainda o Parque das Dunas, considerado o pulmão de Natal, localizado em plena área urbana.
O artesanato e a gastronomia são outros pontos fortes da receptividade potiguar. Por causa de sua localização geográfica privilegiada, o Estado tem como base de sua culinária produtos da terra e frutos do mar. E dá-lhe carne-de-sol, cuscuz, paçoca (carne desfiada, misturada com farinha de mandioca e cebola), queijo de manteiga, camarão e doces típicos regionais, como o doce de leite, de caju, manga e banana. No artesanato, são comuns os trabalhos de cerâmica, couro, madeira e pedras, entre outros.