Na avaliação do economista Reinaldo Cafeo, o início do segundo semestre registrará crescimento econômico. A recuperação, no entanto, ficará longe do período pré-crise global. “Já começaremos uma recuperação no segundo semestre. O terceiro e o quarto bimestre já apresentarão crescimento”, reitera.
Porém, os números ruins dos primeiros seis meses do ano devem comprometer todo o desempenho do ano. “Se a economia entre janeiro e dezembro empatar com o do ano passado, vai ser uma grande vantagem. Eu avalio que teremos mais uma redução da taxa Selic (responsável por balizar as taxas de juros do mercado). Deve cair 0,25 a 0,5 ponto percentual ainda. Só não vai reduzir mais porque tem o limite da poupança, não dá para mexer. O Brasil vai continuar atraindo capital estrangeiro. Portanto, o dólar vai oscilar nessa faixa de R$ 1,90 a R$ 2,00”, prevê.
Para Cafeo, a indústria deve voltar a contratar, conforme o aquecimento da economia. “Mais para o último trimestre deste ano. Será um final de ano mais confortável, se comparado com o primeiro semestre deste ano. Não será o final do ano das mil maravilhas, mas não vai ser o caos que foi no primeiro semestre”, afirma. De forma geral, ele considera o segundo semestre sempre melhor que o primeiro.
“Existem muitas datas complicadas no primeiro semestre. Janeiro é sempre assim, tem o rescaldo do final do ano. Fevereiro é mês de Carnaval, são poucos dias úteis. Aí tem todo um reposicionamento das empresas, que fizeram seu planejamento. A economia demora para se ajustar. Já no segundo semestre tem toda uma produção de final de ano. Está chegando o Natal e as pessoas começam a se lançar mais às compras. Também não tem tanto acúmulo de gastos como no início do ano. Há uma tendência melhor de fluidez na economia”, finaliza.