A ex-secretária municipal de Esportes e Lazer (Semel) Pollyana do Prado Teixeira deixou o cargo anteontem após semanas de “fritura” da própria administração. O consenso que ela não conseguiu do governo de Rodrigo Agostinho (PMDB), pelo menos obteve na sua despedida da bancada de oposição que inverteu o papel ao elogiá-la e criticar a administração pela maneira que conduziu a demissão da titular da Semel.
O futuro indicado, Mário Sabino Júnior, também foi questionado por um vereador do PSDB. Embora a Semel venha a ser ocupada pelo interino José Cláudio Zuicker Yamamuro por curto período, o vereador Marcelo Borges (PSDB) questionou ontem o motivo de o judoca Mário Sabino disputar jogos por São Caetano e não por Bauru. “É tão importante que o técnico nos últimos anos só disputou por São Caetano, e não por Bauru”, disse o parlamentar tucano.
Sabino recebeu convite do PT para assumir a pasta, mas não pôde dar nenhuma resposta em definitivo porque precisa da autorização de seus oficiais na Polícia Militar, que teriam de concordar com sua liberação para o serviço público municipal. Rodrigo já enviou o pedido.
O policial é judoca e, nos cinco anos em que fez parte da Seleção Brasileira, participou da Olimpíada de 2000 - em Sydney (7.º colocado) - e de 2004, em Atenas, e disputou Jogos Sul e Panamericanos e Mundiais da modalidade, nos quais conquistou medalhas para o Brasil. Atualmente, exerce a função de policial militar, na corporação de Bauru, mais precisamente na Força Tática.
O dirigente do DEM, Dudu Ranieri, declarou que a demissão da secretária foi lamentável. “As pessoas não se colocam na posição por quem está sendo ofendido”, declarou.
Para ele, a secretária demitida não tem nem o alcance da “fritura” que foi feita pela administração e aliados contra ela por ser uma pessoa humilde. “O Esporte não é secretaria tão expressiva, mas os outros secretários devem ficar alertas”, avisou o dirigente ligado a partido de oposição ao governo municipal.
Borges questiona a demissão da titular ter acontecido próximo da realização dos Jogos Regionais. Para ele, não era o momento. “Espera acabar a competição. Não concordo de demissão pelo jornal, da divulgação que houve da demissão, depois vem desmentido e cada um da base aliada do prefeito falar uma coisa na Câmara e demonstrar que nem sabiam do que estavam falando”, declarou.
Para o dirigente do PPS, Arnaldo Ribeiro, o prefeito tem a prerrogativa de indicar e demitir os cargos de confiança. Não há nada de errado nas exonerações. O que ele discorda é que a demissão demorou muito para ocorrer. “Essa história (demissão) ficou comprida demais e provocou desgaste que não havia motivo. Se (o prefeito) agisse com naturalidade e agilidade não teria desgastado a Pollyana, o prefeito e o PT”, finalizou.