Tribuna do Leitor

Lágrimas do coração


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No dia 28 de julho de 2007, “ele “ nasceu. Não imaginávamos quanta alegria esse acontecimento nos traria. Os dias foram passando e aos poucos a convivência fez com que nos cativasse com seu jeito alegre, brincalhão e, acima de tudo, carinhoso. Éramos felizes, mas “ele” nos mostrou que podíamos ser ainda mais. Com nosso filhos adolescentes já crescidos, só nos restava “ele” como companheiro nos finais de semana, fazíamos tanta festa. E que festa!!! Aprendeu a nos amar, nos ensinou que esta alegria não tem distinção. Foi meu companheirinho naqueles dias tristes, pois “ele “ sabia quando as coisas não estavam boas e sabia também que sua presença nos confortava. Puxa, como “ele” participou de nossas vidas! Viu minha filhinha caçula nascer. Foi tão doce com o bebê que nem acreditávamos!!!

Um dia, “ele” amanheceu amoadinho, triste, como se quisesse nos dizer algo. Por infelicidade, estava doente. Todos os esforços foram feitos e, tratado com carinho, a vida lhe concedeu, e nos concedeu, mais alguns meses. Foi então que o meu telefone tocou e me disseram: Ele não pode mais ser curado. A doença não regrediu e teremos que sacrificá-lo. Dia 13 de julho de 2009, “eu”, seu companheiro, tive que optar pela eutanásia. Me desculpe, Theo, por não ter presenciado sua partida. E me desculpe por ter que decidir desta forma. Você foi “o Cão”!!!

Márcio Augusto Escarabelo

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