Brasília - A economia brasileira registrou a criação de 119.495 vagas com carteira assinada em junho, o quinto mês seguido de resultados positivos no emprego formal, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. O número de junho representa a diferença entre 1,356 milhão de contratações e 1,236 milhão de demissões no período. Pela primeira vez no ano, no entanto, o resultado ficou abaixo do registrado no mês imediatamente anterior. Em maio, foram gerados 131.557 empregos formais.
Devido aos efeitos da crise econômica no Brasil, entre novembro e janeiro, haviam sido fechadas quase 800 mil vagas com carteira assinada. Houve recuperação a partir de fevereiro, quando foram criados 9.179 empregos. Em março, foram abertos 34.818 postos; em abril, 106.205.
Mesmo com essa recuperação, o resultado do primeiro semestre ficou prejudicado na comparação com 2008. Entre janeiro e junho, foram abertas 299.506 novas vagas. No mesmo período do ano passado, foram criadas 1,3 milhão de vagas.
Os resultados de junho, apesar de positivos, também são os piores para esses períodos desde 2003, início da série disponibilizada pelo ministério. Não foram divulgados os dados referentes ao período 1999-2002, que também faz parte da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Nos últimos 12 meses, foram criadas 390.322 vagas. Isso representa uma perda de mais de 1 milhão de empregos em relação ao resultado no final de 2008 (1,452 milhão de vagas). O governo manteve a previsão de fechar os 12 meses encerrados em 2009 com a criação de 1 milhão de empregos.
De acordo com o ministro Carlos Lupi (Trabalho), a desaceleração na recuperação do emprego registrada entre maio e junho ainda não pode ser caracterizada como uma tendência. Em junho, houve expansão do emprego nos setores de agricultura, serviços, construção civil) e comércio. Na indústria de transformação, o resultado ficou praticamente estável: foram geradas 2.001 vagas, resultado puxado pelo setor alimentício (6.387 vagas).