Bairros

Vilas ‘particulares’

Wagner Carvalho
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Assim como a Tilibra e a Noroeste do Brasil (NOB) construíam casas e sobrados para alojar seus funcionários, o Aeroclube de Bauru também seguiu a mesma linha. De acordo com Luciano Dias Pires, pesquisador da história da cidade e jornalista responsável pela edição do caderno Bauru Ilustrado no Jornal da Cidade, as casas construídas ao lado da cabeceira de pouso também tinham o mesmo intuito.

Lá, por muito tempo residiram as pessoas que trabalharam na construção do aeroclube da cidade. “Eram pessoas que vinham de fora e, em geral, era necessária a sua presença efetiva no local durante a obra”, lembra o pesquisador.

Atualmente, as casas construídas para abrigar os trabalhadores foram reformadas e abrigam casas comerciais, ateliês e, também, novos moradores. O tempo também fez com que os moradores das casas construídas pela NOB às margens da ferrovia sejam outros, e não mais os trabalhadores da empresa.

A maior parte das pessoas que moram nessas casas atualmente não tem na sua história de vida uma ligação com a ferrovia ou com empresa que construiu as moradias. Mas como o patrimônio ferroviário foi incorporado à União, as casas ficaram “sem dono” e muitas das pessoas que vivem lá contam que, há muito tempo, o aluguel do imóvel não é cobrado.

Até a Vila Dutra, formada incialmente por casas construídas pela NOB destinadas aos seus funcionários, guardam pouco da sua formação original, nos anos 30. Até mesmo o nome original, Vila de Curuçá, foi alterado, segundo o professor de história moderna e contemporânea João Francisco Tidei de Lima.

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