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Justiça de São Paulo transforma Daniel Dantas e mais 13 em réus

Folhapress
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São Paulo - A Justiça Federal determinou a abertura de processo criminal contra o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, e mais 13 acusados pela prática de crimes financeiros investigados na Operação Satiagraha da Polícia Federal.

O juiz da 6.ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto Martin De Sanctis, acolheu denúncia elaborada pelo procurador da República Rodrigo de Grandis, que acusou Dantas de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e formação de quadrilha e organização criminosa. Os acusados negaram, por meio de seus advogados, as acusações do Ministério Público.

De Sanctis também determinou a liquidação, em até 48 horas, de um fundo de investimentos nacional do Opportunity, o Opportunity Special Fundo de Investimentos em Ações, que havia sido bloqueado judicialmente em setembro passado. Os recursos oriundos da liquidação deverão ser depositados em uma conta da Caixa Econômica Federal.

À época do bloqueio, o fundo tinha 24 cotistas - entre eles Dantas e Dório Ferman, presidente do Banco Opportunity e também réu no processo - e reunia cerca de R$ 500 milhões em investimentos, segundo o procurador da República.

A nova ação penal é o principal resultado da Satiagraha, iniciada em julho de 2008, e leva Dantas a figurar pela segunda vez como réu em uma ação penal originada na operação.

O banqueiro já foi condenado a dez anos de prisão por tentar subornar, por meio de emissários, policiais envolvidos na operação da PF. Dantas nega o crime e, em recurso apresentado à Justiça, acusa a PF de ter fraudado arquivos e transcrições de escutas.

Na lista de réus do novo processo estão Verônica Dantas e Humberto Braz, executivo ligado ao grupo de Dantas. Braz também foi condenado na ação penal relativa ao suborno de policiais - recebeu uma pena de sete anos de prisão. Ele nega o crime e recorreu da condenação.

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