A forma como os resíduos orgânicos hoje são coletados e destinados, especialmente, restos de alimentos – o lixo molhado, que representa cerca de 50% do resíduo sólido urbano total – traz prejuízos consideráveis ao meio ambiente, podendo abrigar ou ser criadouro de vetores de importância epidemiológica.
De acordo com o professor Jorge Akutsu, o aterro sanitário é a solução mais difundida e aplicada por ser mais viável em termos econômicos. No entanto, cumpre apenas parcialmente o critério ambiental. “A compostagem além de cumprir o critério sanitário cumpre também o critério ambiental fundamental para a busca do dito desenvolvimento sustentável. Além disso, cabe ressaltar que no Brasil, cerca de 80% dos ditos aterros sanitários na prática funcionam como verdadeiros “aterros não controlados” e “lixões”, sendo fontes emissoras de gás metano para o meio ambiente", comenta.
Pesquisadores afirmam que a coleta e o processamento dos resíduos de forma separada de acordo com suas diferentes frações – orgânica, metais, vidro, papéis – é uma das melhores maneiras (se não a única) de se obter um produto final de boa qualidade, que pode ser utilizado sem maiores preocupações e que possui potencial atrativo aos agricultores. A coleta realizada em caminhões compactadores inviabiliza o processo de reciclagem/compostagem em larga escala.
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Usinas
O Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares feito pela Cetesb em 2003 totaliza a existência de 24 usinas no Estado de São Paulo, que realizam o processo em ambiente aberto. Destas, somente 14 realizavam o processo de compostagem, sendo duas na região de Bauru: Uru e Bocaina. As demais apenas efetuavam a triagem dos materiais. Práticas como esta permitem às prefeituras pleitear créditos de carbono.