Cultura

Genes da música

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 3 min

Tal pai, tal filho. A velha máxima foi o pontapé inicial para a formação da banda de Carol Feghali, Beto Filho, Kikinho Neto e Bruno Galvão, filhos de integrantes dos grupos Roupa Nova, Golden Boys e Trio Esperança. O ditado, muitas vezes evitado por “crias” de grandes nomes da música - talvez sob o peso da responsabilidade ou das comparações - é o que esses novos compositores usam a seu favor.

Apostando nos “genes da música”, o grupo DNA lança seu primeiro CD. “Pode Acreditar” chega com 14 canções que exaltam o amor, as paixões e os inúmeros caminhos que uma relação a dois pode ter. Aliás, como se pode notar, o romantismo é o primeiro legado deixado pelos pais e assimilado pelos músicos.

“Principalmente do Roupa Nova. Tem uma música que vai para o hip hop um pouquinho, outras mais dançantes, mas a maioria fala de amor. Não conseguimos fugir muito disso até porque somos todos muito românticos”, avalia, em entrevista ao JC Cultura, a vocalista Carol Feghali, filha de Ricardo Segalli (Roupa Nova), o responsável pela produção do disco.

Outra característica marcante e parte da herança é a capacidade vocal do trio de cantores - Beto Filho (prole de Roberto Corrêa, Golden Boys) e Bruno Galvão (filho de Mario Corrêa, do Trio Esperança) se juntam a Carol no comando dos microfones -, além dos modernos arranjos. O baterista Kikinho Neto, filho do Kiko (Roupa Nova) completa o grupo.

“A questão dos vocais, que herdamos dos três grupos, é outra coisa forte no CD. Não temos um cantor principal. A gente se reveza conforme fomos sentindo as letras”, explica Carol sobre o trabalho que será lançado oficialmente amanhã, com um show no Teatro Rival, no Rio de Janeiro.

Formado há pouco mais de dois anos, os músicos se uniram quando nasceu a vontade de apostar no trabalho autoral. “Os meninos sempre fizeram muito barzinho. Quando decidiram investir em um trabalho próprio, focado nessa idéia de unir os filhos de músicos, pensaram logo em mim”, conta. Os pais, claro, aprovaram. “Eles dão seus ‘pitacos’, vão ao show, falam o que acharam. E assim vamos crescendo e aprendendo. Não deixamos de nos basear na experiência deles de tantos anos de vida e música”, finaliza.

Mais informações sobre o grupo podem ser encontradas no site www.bandadna. com.br. No endereço e na página da banda no My Space (www.myspace.com/bandadnaoficial) é possível ouvir trechos das faixas de “Pode Acreditar”.

Faixa a faixa

A primeira canção de “Pode Acreditar” a ser divulgada foi “Casaco Marrom”, que fez parte da trilha-sonora da nova novela “Amor e Intrigas”, da Rede Record. Sucesso nos anos 60 na voz da cantora Evinha, a música ganhou novos arranjos e a interpretação de Bruno Galvão.

“Essa é a única regravação do CD. Tivemos uma alegria e responsabilidade para incluir no repertório uma música tão importante na carreira da Evinha, tia do Beto e do Bruno”, comenta Carol.

Entre as outras composições do disco, merecem destaque “Amando Pra Valer” - música de trabalho -; “Dom Maior”, que fala da herança musical; “Como Era Bom” e “Me Livra de Você”. “São muitas canções nossas que tínhamos há algum tempo. Têm algumas faixas que são bem antigas como “Nessa Noite”, que o Bruno fez para uma namorada aos 17 anos. Então, pegamos tudo com muito carinho e escolhemos com calma”, conta a vocalista. “As letras falam bastante do cotidiano e a gente percebe que as pessoas se identificam muito com as canções. ‘Poxa, estou vivendo exatamente isso’, comentam”.

O disco de estréia conta ainda com a parceria dos hitmakers D’Black e Liah. O primeiro presenteou o grupo com “Céu Netuno”. Já Liah, que já foi gravada por Sandy & Jr, aparece com “Nem um Segundo”. “Por Que”, “Minha Sina”, “Bye Bye”, “Você na Canção” e “Jeito de Amar” completam o álbum.

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