Para a presidente da Associação Bauruense de Combate ao Câncer (ABCC), Lyenne Berriel Cardoso, a mobilização política em prol da antecipação da chegada da ampola de cobalto resolverá o problema da radioterapia no município mais rápido do que tentar outra opção, como o prédio localizado no Núcleo Geisel. “As forças políticas da cidade têm que se mobilizar. Não é justo com os pacientes o deslocamento até Jaú.”
Anteontem, o vereador Amarildo de Oliveira (PPS) afirmou que a área no Geisel foi doada para a Associação Bauruense de Combate ao Câncer (ABCC) para abrigar um prédio especificamente construído para procedimentos de radioterapia e que estaria estudando a reversão do terreno para a administração municipal. O parlamentar procurou a direção do Hospital Amaral Carvalho para que a instituição assuma a estrutura física e o tratamento de radioterapia na cidade. A instituição havia demonstrado interesse.
No passado, decisão da 7.ª Vara Civel de Bauru solicitou despejo do HAC, que chegou a utilizar o local por determinação da Justiça. A ação foi movida pelo Instituto de Radioterapia de Bauru, que alegou a sublocação do prédio, cujo advogado é Luiz Fernando Felício, que detém 95% das cotas do local (a ABCC detém 5%).
Ontem, Felício afirmou que, dentro de aproximadamente 30 dias, após a liberação dos meios legais, como vigilância sanitária, alvará dos bombeiros e de funcionamento, liberação alfandegária do cobalto que foi importado, a clínica oncológica será reaberta e poderá atender ao Sistema Único de Saúde (SUS). Mas isso depende que governo estadual credencie a empresa para tratamento de quimioterapia, radioterapia e traqueoterapia.
O promotor da Habitação e Urbanismo, José Carlos Carneiro de Oliveira, instaurou inquérito civil para apurar a destinação da área. “Não especificamente em relação ao instituto de radioterapia”, afirma. O promotor ainda está em fase preliminar. Solicitou informações para a prefeitura, cartório, associações e todos os envolvidos. “Não tenho nenhuma posição nesse sentido. Por enquanto, estou levantando dados para ver se tenho alguma medida que possa ser adotada.”