Como esses meus dois sobrenomes foram repetidos exaustivamente na resposta do sr. Ney Vilela em sua defesa aos golpistas em Honduras, publicada no JC de 28/07, faço uso dos mesmos no título de minha réplica e também, por ser um convicto professor descatedrado e destitulado, prefiro sempre citar algo do meu filósofo de plantão, Vicente Matheus: “quem entra na chuva é pra se queimar”. Entrei de sola e levei o revide. Seria normal se a resposta não estivesse recheada de falsidades históricas.
Alguns reparos são mais do que necessários. Mesmo sem os títulos todos que uns poucos julgam necessário nessas ocasiões, não confundo alhos com bugalhos, muito menos almejo ocupar vaga de ninguém. A social democracia de hoje (mais neoliberal impossível) em dia esconde algo repugnante, que alguns historiadores meia-boca afirmam não mais existir, mas está mais vivo do que nunca, a vigência de um pensamento único a governar o mundo, travestido por um direitismo hipócrita e repugnante. Verdadeiros lobos em pele de cordeiro. Autoritarismo perigoso mesmo é tentar impor isso dentro de uma sala de aula, em campanha de apologia aos tucanos naquele espaço, como reclamou um ex-aluno do sr. Vilela aqui nessa Tribuna em 04/06/07. Teotônio Vilela deve se revivar no túmulo a cada citação de seu nome nos artigos do professor, em uso que fere frontalmente ao estilo de vida do falecido político.
Em Honduras ocorreu um golpe de estado e ponto final, o governo golpista não possui nenhuma legitimidade para governar. Zelaya propôs alterações na Constituição dentro de todos os preceitos democráticos e Chávez, ex-golpista, hoje governa um país mais democrático que o tipo de aula de muito professor engalamado em discursos ultrapassados, vide os que acabaram por decretar uma crise sem precedentes no país da origem das idéias que defendem. E um viva para todos meus velhos e bons professores de uma saudosa USC, que foram decisivos na minha formação humanitária e na forma como aprendi a encarar o mundo atual.
Henrique Perazzi de Aquino, destitulado professor de história