A tenebrosa enfermidade infecciosa e virulenta Influenza-A (H1N1), que tanto assola os quatro cantos do mundo, ainda que em casos pontuais, já chegou a nossa Pequena Bauru, trazendo inquietação generalizada, seja em ambientes escolares e de labor, seja em ambientes familiares e residenciais.
A alta capacidade de transmissão sustentável e mortandade do vírus, aliada ao sentimento de impotência e desconhecimento, dá a Gripe Suína, agora batizada de Gripe A, a classificação de um dos algozes mais poderosos e mordazes em desfavor da modernidade humana.
Segundo os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a qual até já desistiu de contabilizar os casos positivos, outras doenças de conseqüências similarmente graves, tais como a Aids, o Cólera, a Sars e a Gripe Aviária, não chegam nem aos pés do alcance e velocidade de propagação da nova gripe.
Na contramão dos acontecimentos - como notamos nos noticiários – ecoa de forma inconsequente a discussão egoística por parte de líderes e representantes de algumas Nações acerca do registro ou não da patente de uma ou das várias vacinas eficazes eventualmente ainda a serem produzidas.
De longe, o momento não é o de enaltecimento do egoísmo, do lucro, da afirmação de superioridade, da exclusão dos nossos pares; a ocasião é sim, pois, a de união e intercâmbio dos esforços e tecnologias, sem observância de fronteiras ou soberanias. Busca-se a efetiva superação, amenização ou aniquilamento do mal.
Com efeito, muito mais pandêmica e célere deve ser a canalização de esforços, divisas, ciência e, sobretudo, fé para a consecução do bem comum e resolução do problema, pouco importando as diferenças de raça, cor, credo, etnia, desenvolvimento e riqueza. A inteligência e capacidade ímpar de adaptação e enfrentamento do homem não podem ser ignoradas, devendo ser tidas como as aguerridas “armas” no combate à aviltante hecatombe.
Dagoberto Fracassi Pereira - servidor Público