Regional

Expansão de condomínios teve ajuda da Câmara

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Em 1997, as chácaras de lazer do município de Piratininga tinham uma metragem mínima de cinco mil metros e não deslanchavam. Atualmente, elas podem ter mil metros e servirem para moradia fixa, não só de lazer. Isso atraiu muitos bauruenses que encontram na pequena cidade a oportunidade de lazer a poucos minutos de Bauru. Para chegar a isso, a Câmara Municipal trabalhou, garante o presidente, José da Graça de Oliveira.

De acordo com ele, houve uma evolução na legislação municipal a fim de permitir novas áreas para moradias. “Em 1997, as chácaras tinham cinco mil metros, passamos para três, dois e, na legislatura passada, para um. A mudança foi aprovada por unanimidade pela Câmara.”

No município são sete os condomínios residenciais. “Temos um único condomínio fechado, o Pontal que já legalizamos. O Real Village está sendo legalizado e pode se tornar o segundo desse segmento. Os demais são condomínios, porém não fechados. O residencial Primavera é zona rural, portanto o empreendedor não precisa fazer asfalto. É voltado para quem quer ficar no campo, porém próximo à cidade. O mesmo acontece com o Bandeirantes, Ibituruna que dispensam o asfalto, jogam apenas pedriscos.”

O preço dos lotes residenciais é outro atrativo que Piratininga oferece. Um lote de 600 metros quadrados em um residencial pode custar R$ 40 mil ou menos, confirma a corretora de imóveis Lucimara Regina Munhoz. “O residencial Jardim Santo Antônio começou a ser comercializado em outubro de 2005 por R$ 9 mil o lote de 230 metros. Passados quatro anos, o mesmo lote é vendido por R$ 20 mil e a venda é só de particular. O loteamento de uma única rua foi entregue com asfalto e toda a infra-estrutura.”

Com o valor inicial do lote, o investidor compraria um terreno menor em bairros periféricos de Bauru, onde a violência e a falta de estrutura impera. “É um bom investimento. Em quatro anos mais que dobrou o preço”, comenta a corretora.

Em nome da violência urbana que assusta a população, Piratininga se apresentou como ótima opção para locação e aquisição de imóveis, o problema é que os disponíveis acabaram. “De maio de 2008 a maio de 2009 a procura aumentou 34%, especialmente de quem chegou de outras cidades para trabalhar em Bauru e preferem a tranqüilidade de uma cidade menor. Aluguei duas casas grandes para funcionários de um banco que abriu em Bauru. Um professor do COC de Bauru, que veio de Getulina, também preferiu vir para cá e, uma pessoa que morava no Jardim Ouro Verde que já tinha experimentado a violência do bairro, optou pela nossa cidade.”

Ela ressalta que, em sua imobiliária, havia sempre mais de duas casas disponíveis para locação. Atualmente, ela tem duas de alto padrão e uma lista de espera de 12 pessoas para casas básicas. “Sempre teve residências para locar, tanto mais barato como a mais cara. Hoje tenho uma casa de R$ 1 mil e outra de R$ 600 e 12 pessoas esperando, dois de Bauru e 10 de Piratininga, apesar da cidade ter 10 núcleos habitacionais.”

A preferência pela cidade não se restringe à tranqüilidade. “Tem outros fatores que pesam. O trânsito e o preço são atrativos. Se você morar em determinado bairro de Bauru vai demorar mais para chegar à Unesp, por exemplo, do que se morar aqui que tem o acesso fácil pela Bauru/Ipaussu.”

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