Virgínia Dalkimin é uma servidora municipal de Bauru prestes a conquistar a aposentadoria que escolheu o residencial Real Village para a realização de um sonho: viver muito próximo da natureza, cultivar orquídeas e curtir a família num espaço com muito verde. Para driblar a distância da cidade em situações imprevisíveis ela usa os serviços “deliverys”. “Em Piratininga tem disque gás, farmácia, sanduíches, pizzas. Aqui todo mundo se conhece e é só pedir que eles entregam. A relação com a comunidade é muito diferente do relacionamento em cidades de grande porte”, comenta.
Presidente da Associação de Amigos do Bairro Real Village, ela lembra que quando deixou a rua Araújo Leite onde ocupava um apartamento para “abraçar” um sonho, no condomínio moravam apenas 15 famílias. “Faz sete anos que estou aqui. São 151 lotes, todos vendidos, 80% dos compradores e moradores são de fora da cidade.”
A vontade de mexer com a terra, plantar e cultivar flores, especialmente orquídeas, ganhou força com a mudança para o residencial. “Eu não queria morar num condomínio fechado e ainda resisto a essa idéia. Preferia que o residencial continuasse aberto.”
Contando os dias para aposentar, a servidora já planeja o que vai fazer. “Eu sou uma pessoa de fazenda, eu tinha muitas plantas no apartamento e aqui posso curti-las com mais espaço. Isso aqui exala saúde. Eu tinha esse sonho e participo da vida da comunidade porque sempre quis me engajar. A única coisa que me desanima é que há um movimento para transformar o Village em residencial fechado.”
A casa de 200 metros quadrados abriga a família de 15 sobrinhos, quatro sobrinhos netos e o restante da família nos finais de semana. “Os vizinhos dividem o jardineiro. Os cachorros são meus, mas os pássaros são ‘emprestados’ da natureza.”