Tribuna do Leitor

Quanto custa a honestidade?


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Ontem, dia 12/8, fui até o Poupatempo resolver algumas coisas. Sentei em um banco com a senha na mão para esperar minha vez. Quando me levantei, esqueci meu celular no banco. Quando me dei por conta, liguei para meu telefone várias vezes. Ninguém atendia. Com muita insistência em ligar para o meu telefone, a pessoa que o pegou simplesmente desligou o aparelho, como quem diz: “Não enche o saco”. Agora, pergunto: isso é achado ou roubado? Se a pessoa que achou quisesse devolver era só atender o telefone, mas não, preferiu tomar posse à força de algo que tem dono. E que ela tem como saber quem é o dono. Sei que nem todo mundo pensa assim.

Você consegue ficar com algo que sabe que não é seu? Fico imaginando a pessoa falando: “Achei esse telefone num banco, alguém esqueceu”. Seria certo dizer: “Vi a pessoa esquecer, mais não avisei peguei (roubei). Agora é meu”. Nem sempre podemos dizer: “Achado não é roubado”. Que Deus me abençoe para que eu possa comprar outro celular e que não me faça sentar ao lado de pessoas que não têm caráter. Quando você ver uma notícia dizendo que alguém achou dinheiro ou coisas e devolveu não o chame de tonto. Chame de pessoa honesta, pessoa de caráter. Bondade que não se corrompe. São pessoas que a família e os amigos têm prazer em dizer que conhece, pois sua honestidade não tem preço.

Sérgio Ricardo Adami

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