O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça determinou, ontem, que a visita a detentos em presídios federais só será permitida com o uso de máscara descartável. A portaria n.º 157, publicada no Diário Oficial da União, faz parte do conjunto de medidas para conter o avanço da gripe suína.
A máscara será obrigatória também para os servidores que mantenham contato direto com presos e visitantes. A medida vale até que as autoridades sanitárias declarem que não há mais risco de contágio. Além disso, antes de entrar na área de segurança da unidade prisional, o visitante terá que lavar as mãos com água e sabão e, em seguida, usar solução de álcool 70%.
Os visitantes ou advogados que apresentarem sintomas da doença serão avaliados por um profissional de saúde da penitenciária, que deverá manter cadastro dos atendimentos prestados.
Em Bauru, os visitantes dos 4.487 presos das quatro unidades prisionais da cidade - Penitenciárias 1 e 2, Centro de Detenção Provisória (CDP) e Instituto Penal Agrícola (IPA) - não precisarão seguir a medida, pois as instituições sediadas no Município são estaduais, e não federais.
No entanto, a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do Estado informou que os diretores das 146 unidades prisionais paulistas receberam informações sobre como proceder em relação à doença. Dentre as orientações, estão medidas de prevenção para visitantes e presos, como higienizar as mãos e não compartilhar objetos pessoais.
Quando houver algum preso com sintomas da gripe suína, ele deverá ser retirado imediatamente da unidade penal e removido para unidade de saúde, para elaboração de exames clínicos. Caso seja confirmado que o preso é portador da doença, permanecerá internado.
A SAP confirmou dois casos da gripe suína entre os detentos, um na Penitenciária de Ribeirão Preto e outro na de Sorocaba. Há ainda três outros presos com suspeita por vínculo epidemiológico em Ribeirão. Segundo a assessoria da pasta, todas as providências foram tomadas e os presos passam bem.
Somente nas unidades que possuem casos suspeitos da gripe suína, foram fornecidos gel anti-séptico e máscaras cirúrgicas para reeducandos e funcionários.
Gilson Pimentel Barreto, diretor de assuntos jurídicos do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (SindCop), disse que, em Bauru, não foram fornecidas máscaras nem álcool em gel. “Recebemos apenas folhetos informativos. O sindicato está procurando orientar por meio dos jornais da categoria e alguns agentes, de forma isolada, usam máscara. Fiquei sabendo que, na P1, foram distribuídas luvas e máscaras para os agentes revistarem os presos que voltaram da saída do Dia dos Pais”, afirma.