Em protesto por melhores condições de trabalho, salários e a falta de efetivo, policias civis de Bauru se reuniram, às 12h de ontem, em frente ao Plantão Policial. O movimento relembrou um ano da primeira greve de policiais civis do Estado, registrada em 13 de agosto de 2008. Em diversas cidades paulistas, o movimento que mostrou a insatisfação dos profissionais foi registrado.
Atualmente, o contingente da Polícia Civil na cidade é composto por 170 profissionais. “Infelizmente, não temos nada para comemorar, pois poucas coisas mudaram desde a greve do ano passado. Isso demonstra que os policiais civis continuam vigilantes”, afirma Márcio Cunha, investigador e delegado da Regional Sindical de Investigadores da Polícia Civil do Estado. “O governo do Estado nos proporcionou uma aposentadoria especial, mas ela não está nos moldes do que foi apresentado nas mesas de negociação. Acho que as únicas coisas que podemos ressaltar de bom foram a regionalização dos concursos e o canal de negociação criado com a Secretaria de Segurança Pública”, diz.
Edson Card, delegado do Sindicato dos Delegados, explica que o objetivo da manifestação é resgatar a dignidade dos policiais. “Queremos manter a união dos policiais civis. Nossas pretensões durante a greve foram pouco atendidas. Por isso, temos que manter esse espírito vivo”, afirma.
Na ocasião, a categoria reivindicou 76% de aumento, mas foi concedido 6,5%.