Internacional

Honduras tem mais um dia de protestos


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Tegucigalpa - Poucas horas depois do governo interino de Honduras decretar novo toque de recolher em Tegucigalpa por causa de violentos distúrbios durante uma grande manifestação de apoio ao presidente deposto Manuel Zelaya, a polícia e os manifestantes voltaram a se enfrentar nas ruas da capital hondurenha.

Na noite de anteontem (madrugada de ontem no horário de Brasília), cerca de 5.000 apoiadores de Zelaya protestaram nos arredores da Casa Presidencial sem grandes incidentes. Logo depois, eles se dirigiram ao centro de Tegucigalpa, onde está a sede do Legislativo.

Antes de chegar ao Parlamento, segundo reporta o jornal espanhol “El País”, os manifestantes encontraram a polícia e os militares e os confrontos começaram pelo segundo dia consecutivo.

A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar os milhares de manifestantes em Tegucigalpa e alguns participantes da passeata reagiram atirando pedras.

As negociações mediadas pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, estão em um impasse, e o governo interino se recusa a permitir até mesmo a volta de Zelaya a Honduras, quanto mais ao poder, como quer a comunidade internacional.

Zelaya esteve no Brasil anteontem e se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Contra Zelaya

Se por um lado os seguidores de Zelaya continuam nas ruas, por outro também houve enormes manifestações de apoio ao governo interino liderado por Roberto Micheletti.

Apoio do Chile

Zelaya, chegou na tarde de ontem a Santiago do Chile para uma reunião com a mandatária Michelle Bachelet, parte de seu giro pela América Latina em busca de apoio.

Depois de viajar ao Brasil, onde foi recebido ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Zelaya afirmou, ao colocar os pés em solo chileno, que este “é um país que sofreu a ditadura, o terrorismo, que sabe o que são os crimes e as torturas, portanto repudia estes fatos que acometem Honduras e é solidário com o povo hondurenho”.

Sobre o encontro com Bachelet, o mandatário deposto disse esperar “que o diálogo possa trazer também frutos para que a comunidade internacional estruture mecanismos fortes, coercitivos, que impeçam que estes fatos voltem a se repetir’’.

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