Nacional

Marina Silva vive dia de pré-candidata


| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Embora mantenha o suspense sobre o convite para entrar no PV e sair candidata à presidência da República em 2010, a senadora Marina Silva (PT-AC) viveu ontem algumas horas de pré-candidata. No meio de um acampamento de quase 3 mil integrantes do Movimento Sem-Terra (MST), vindos de 24 Estados e reunidos em Brasília desde o início da semana, Marina fez palestra sobre as mudanças climáticas no mundo e aproveitou para pregar outras mudanças, como a do modelo de desenvolvimento econômico.

Após o evento, em que foi aplaudida de pé pela platéia, a senadora voltou a dizer que ainda não se decidiu sobre a mudança de partido, mas garantiu que pretende se definir em breve. “Não coloquei prazo, nem dia, mas não quero prolongar esse anúncio para não transformar isso numa novela em respeito ao PT, ao PV e a mim mesma”, afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente, após concluir sua palestra.

Marina minimizou o entusiasmo dos vários militantes do MST, com os quais posou para fotos e deu autógrafos, afirmando que sua participação no evento já estava marcada há muito tempo. “Isso aqui não tem nada a ver com campanha eleitoral, sempre que ando pelo País as pessoas me tratam com muito carinho e aqui não aconteceu nada diferente”, afirmou.

Ela disse ainda que está avaliando o convite do PV a partir do compromisso assumido pelos dirigentes do partido de que haverão alterações programáticas para reforçar a luta pela questão ambiental como uma questão fundamental.

Questionada da possibilidade de uma eventual candidatura sua tirar votos da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que é a preferida do presidente Lula para ser candidata pelo PT, Marina afirmou que a luta ambiental não atrapalha ninguém. “O voto é do cidadão e é a nossa visão patrimonialista que acha que o voto é de alguém.”

A senadora afirmou ainda que aceitou pensar no convite do PV condicionado a que isso não esteja atrelado às pesquisas de intenção de votos e nem a uma candidatura ao Planalto a priori. “Não se muda de partido para ser candidato, o que deve nos mover é o compromisso programático”, afirmou. Nas entrelinhas do discurso cauteloso, entretanto, deixou escapar pistas de suas intenções.

Comentários

Comentários