Internacional

Explosões matam ao menos 95 no Iraque

Folhapress
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Bagdá - Pelo menos 95 pessoas morreram nas explosões aparentemente coordenadas que atingiram Bagdá ontem, inclusive em seu setor mais bem protegido, a chamada Zona Verde. Mais 300 pessoas ficaram feridas. É o pior ataque ocorrido neste ano, menos de dois meses depois da retirada dos militares americanos dos centros urbanos iraquianos - a retirada total acontecerá até 2012, conforme acordo.

Os ataques começaram pouco após as 10h (4h em Brasília) e atingiram primeiro uma base conjunta da polícia e do Exército iraquianos próxima do Ministério de Finanças, no norte de Bagdá. Um soldado iraquianos e dois civis morreram.

Dez minutos mais tarde, houve mais um ataque perto do Ministério das Relações Exteriores. Imagens de TVs locais mostraram que uma das explosões foi tão próxima do Parlamento do país, dentro da Zona Verde, que destruiu as janelas. Funcionários do governo disseram que essa segunda explosão, com carro-bomba, foi a que fez mais vítimas - quase 60. O prédio, que possui dez andares, ficou bastante danificado, e mais de dez carros ficaram destruídos.

Na sequência, mais cinco explosões, a maioria com carros-bomba, atingiu diferentes pontos de Bagdá, matando ao menos mais oito pessoas e ferindo dezenas. No oeste da capital, um carro-bomba explodiu em uma área comercial, em Bayaii, e matou ao menos duas pessoas e feriu mais 16. No distrito de Karrada, perto do escritório da Reuters na cidade, também houve explosões, com destruição de portas e de janelas.

No distrito de Bab al Muadham, mais uma bomba matou seis pessoas e feriu 24, conforme as autoridades iraquianas.

Um funcionário do Ministério de Relações Exteriores afirmou que presenciou o momento em que as janelas do prédio se quebraram, atingindo as pessoas, e que viu colegas, jornalistas e guardas entre os mortos, porém as forças de segurança ainda não confirmaram a identidade de nenhuma vítima.

Fora de Bagdá, mais episódios de violência. Na cidade de Kirkuk, um homem armado matou um cristão, que tentava impedir que o vizinho, um médico também cristão, fosse sequestrado. Em Khaldiya, um carro-bomba feriu três policiais e dois civis ao explodir próximo de delegacia. Em Diwaniya, um soldado americano foi morto em combate.

Somente neste mês, sem os ataques de ontem, mais de 200 pessoas foram mortas e centenas foram feridas. Segundo iraquianos e americanos, a expectativa é que a escalada de violência piore ainda mais até as eleições, em janeiro de 2010. Desde a invasão do país, em março de 2003, 4.333 militares americanos foram mortos.

Os militares americanos deixaram os centros urbanos iraquianos no último dia 30 de junho como parte do acordo de segurança que prevê sua retirada total até 2012. Neste processo, o próximo passo é a retirada de parte do contingente, em agosto do ano que vem.

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