Amanheci nesta sexta-feira como um “zumbi”, não desses que fizeram propositalmente no “zumbi walk”, mas um original mesmo. A natureza nos prestigiou com uma noite de insônia na madrugada de segunda-feira, com o vigor dos seus trovões. No dia seguinte, só se ouvia falar deles. Quem mora próximo à avenida Nações Unidas, num raio de 10 km, deve ter tido o mesmo desconforto de querer tapar o ouvido com o travesseiro, em vão, na madrugada de sexta. Eu fechei janelas, portas e frestas e a única coisa que consegui foi acordar sonhando que estava morrendo sufocado. Estou dizendo que era tamanho o barulho da batucada e gritos do especialista em conseguir irritar qualquer ser humano que tentasse dormir , que nenhum sonífero ou outra droga resolveria meu problema. Ouvi outro “zumbi” dizer que a decepção foi perto da Perdigão. Eu só não entendo pra que serve a lei do silêncio se políticos e autoridades que deveriam fazer cumprir o que manda a lei, simplesmente se omitem, não cumprindo seu dever de fiscalizar, perdendo, inclusive, a oportunidade de demonstrar competência profissional. As pessoas precisam descansar para poder cumprir todas as atividades que a vida impõe no dia seguinte, independente de qualquer imprevisto da noite de tédio. Quanto ao trovão, nem o terráqueo mais evoluído do mundo pode intervir na intensidade do ruído provocado, mas, quanto à batucada,prefiro dez noites de trovão.
Luiz Ricardo De Santis