Mal, um parasita de atitudes incontornáveis que está espalhado por todo o mundo. Recoberto de dilemas e julgamentos humanos. Carregado de superstição religiosa e não cabendo a ele explicações científicas. Não respeita a ética universal e desafia a mutabilidade da moral. O mal pode estar presente na mente ou em nossas mãos. Mas não somos responsáveis pelos pensamentos e sim pelo que fazemos, já dizia Aristóteles. A repetição de determinados atos bons, leva-nos à virtude; o contrário, torna-se vício.
Como caminhar na trilha do bem? Devemos ter atitudes que contribuam para a vida do próximo. Mas é assustador conviver com elementos que usam máscaras com o intuito de ludibriar a consciência coletiva. O ser humano tem a capacidade de filtrar a maldade alheia, levando com isso ao crescimento interior. O mal é uma semente psíquica? Ou é ausência do bem? Ele paira no ar. Cientistas, filósofos e teólogos movem-se em torno de perguntas, ajudando a humanidade a conviver com tamanha frieza.
Pela via da racionalidade ou da emotividade, abruptamente, nos conduz aos mais inesperados e primitivos instintos. Mais que uma explicação de efeito pela causa, a espiral do mal é um disparo neurológico. Reside na busca do equilíbrio como qualidade de vida harmoniosa.
Jéssica Bispo Batista