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Minidistrito já tem 20 interessados

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 5 min

Deixar o aluguel, aumentar a produção e criar novos empregos. Essas são os principais objetivos da maior parte dos interessados em se instalar no 1º minidistrito de Bauru, localizado no Jardim Pagani, e lançado ontem pelo e pelo prefeito Rodrigo Agostinho e pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Antônio Mondelli Júnior, o Nico Modelli.

A área total do minidistrito é 10,5 mil metros quadrados e deverá abrigar cerca de 12 microempresas - cada uma terá espaço máximo de 650 metros quadrados. Elias Rodrigues do Santos, que trabalha com coleta de materiais recicláveis em grandes empresas que atuam na cidade, está de olho numa das 12 vagas do local.

A reciclagem de todo material coletado hoje é realizada em dois barracões na cidade, mas o microempresário quer um local onde possa armazenar o produto já industrializado. “A área aqui é interessante, seria um passo rumo a algo maior no futuro, talvez num novo distrito industrial”, afirma.

Eduardo Lanzeti, que possui uma empresa que faz instalações elétricas, também é um dos mais de 20 interessados que já se candidataram para adquirir um espaço no minidistrito. No mercado há 14 anos, o empresário espera sair do aluguel e conseguir um terreno com praticamente o dobro do espaço onde a empresa funciona atualmente. “É a oportunidade de construir o que é nosso com um projeto adequado às necessidades da empresa”, comenta. Lanzeti acredita que a ampliação traria novos clientes para o negócio e, dessa forma, novos postos de trabalho poderiam ser abertos pela empresa.

Ampliar os negócios também é a necessidade de Shinobu Taíra, que possui duas empresas - uma que atua na área de engenharia e a outra especializada em instalações industriais em usinas de açúcar e álcool. No mercado há seis anos, as empresas funcionam em dois espaços distintos e o projeto para o minidistrito é instalar uma terceira unidade onde seria feita a montagem dos equipamentos fabricados e utilizados por eles. O empresário, que já gera cerca de 200 empregos, boa parte deles na cidade, não descarta a abertura de outras vagas.

Leandro Lucas Martins Silva e Daniele Aline dos Santos Martins Silva, donos de uma confecção, projetam levar para o minidistrito a fábrica e a loja que atualmente funcionam em endereços diferentes. Além de pagar aluguel pelos dois prédios que hoje ocupam, o casal também paga impostos em dobro. “Para gente é inviável um espaço no distrito industrial pela distância da área comercial da cidade e pelo tamanho, que é muito além das nossas necessidades. A idéia do minidistrito é ideal para o nosso projeto”, explica. O casal pretende unificar confecção e loja num só prédio, evitando o pagamento de imposto e aluguel dobrado. “Geramos hoje 30 empregos. São funcionários que, por exemplo, almoçam no trabalho e que se utilizariam da infra-estrutura do bairro para isso”, completa.

Contrários

Dois moradores do Jardim Pagani aproveitaram a presença do prefeito Rodrigo Agostinho na entrega da área para o 1º minidistrito no bairro para protestar contra a futura instalação de empresas. Eles temem que a atividade tire o sossego do lugar. Os moradores argumentaram ao prefeito que ninguém foi consultado previamente, mas Rodrigo, afirmou que consulta foi feita e aprovada na época da elaboração do Plano Diretor Participativo do Município, há cerca de três anos atrás. Os moradores foram embora dizendo não acreditar que no local serão instaladas apenas empresas que não irão causar problemas de poluição e barulho ao bairro e que irão cobrar do prefeito caso isso aconteça.

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Até o fim do mandato previsão é criar mais 7

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Antônio Mondelli Júnior, Nico Mondelli, a idéia é de que até o final da administração do prefeito Rodrigo Agostinho oito minidistritos estejam em funcionamento em Bauru. “Vamos utilizar os vazios urbanos existentes em Bauru, onde já existe toda a infra-estrutura necessária para criar espaço para que as microempresas da cidade possam se desenvolver e criar novos empregos”, afirma.

O secretário explica que haverá critério para a instalação das empresas. Nico Mondelli ressalta que como os minidistritos estarão próximos de áreas residenciais, não será cedido espaço para empresas que possam causar poluição ou barulho que incomodem os moradores vizinhos. “Haverá critério de seleção para a ocupação desses espaços”, afirma.

O interessados em se instalar nos minidistritos devem se inscrever pelo site do município, www.bauru.sp.gov.br. e fornecer diversos dados que serão analisados na hora de se fechar a venda do espaço. A negociação será por meio de pregão eletrônico e os futuros compradores terão carência de 12 meses para começar a pagar o valor do terreno, que dependerá da avaliação e do tamanho da área adquirida. A dívida pode ser paga em até cinco anos.

De acordo com o prefeito Rodrigo Agostinho a idéia é ter distrito industriais para grandes empresas e criar minidistritos em área urbana para atender os microempresários. “Ele é minidistrito não porque trata-se de um área pequena, mas sim, porque é voltado para atender as pequenas empresas da cidade que são as que mais geram empregos no Brasil”, afirma o prefeito.

Rodrigo esclarece que todo dinheiro arrecadado com a venda dos espaços nesses minidistritos será utilizado exclusivamente para a compra de novas áreas que irão servir para ampliar o projeto. Os próximos bairros a ganhar minidistritos serão o Jardim Guadalajara e o Núcleo Fortunato Rocha Lima. “Gerar emprego, criar possibilidade de crescimento para as empresas e ter uma cidade mais compacta com menos vazios urbanos”, projeta Agostinho.

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