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História local terá novo endereço

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

O Museu Histórico Municipal deverá, em breve, ganhar um nova casa. A Secretaria de Cultura, que administra o espaço - que hoje funciona em um imóvel residencial situado na quadra 13 da rua Antônio Alves -, pretende transferir o acervo do local para o prédio da antiga Estação da Cia Paulista de Trens (a Paulista), no Centro de Bauru.

Dessa forma, a estrutura dividiria espaço com Museu da Imagem e do Som (MIS), que se encontra em fase de montagem. “O prédio onde funciona o Museu Histórico é um imóvel residencial adaptado, sem estacionamento próprio. Quando chega uma excursão ao local, fica difícil para os ônibus manobrarem”, explica o diretor da Divisão de Pesquisa e Documentação da Secretaria de Cultura, Alex Gimenez Sanches.

Devido à falta de espaço, atualmente várias peças que compõem o acervo do Museu Histórico Municipal não podem ser expostas ao público, caso de parte da mobília pertencente ao prefeito Azarias Leite, morto em uma emboscada, no ano de 1910.

Hoje, apenas alguns objetos pessoais de Azarias (entre eles, o cinto que ele usava no dia do atentado, com as manchas de sangue), além de uns poucos móveis, encontram-se à disposição do público que visita o Museu Histórico.

Destaque para uma escrivaninha, que ajuda a dar uma idéia da personalidade de Azarias Leite. Metódico ao extremo, o prefeito fazia as mesmas coisas, da mesma forma e nos mesmos horários. Ele costumava escrever sob a luz de uma lamparina, que era colocada sempre no mesmo ponto do móvel - prova disso são as marcas de queimado que restaram na peça, no exato lugar onde era posto o luzeiro.

Contam que autor do atentado contra Azarias não teve grandes dificuldades de encontrar o prefeito, uma vez que ele jamais alterava seu trajeto.

Oficina

Além do MIS e do Museu Histórico Municipal, a velha Estação da Paulista deverá abrigar o Módulo 2 do Museu Ferroviário. “Nossa idéia é adaptar um antigo galpão de cargas que existe no local para que possa receber as oficinas de manutenção da Maria-Fumaça”, afirma o diretor do Departamento de proteção ao Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura, Jair Aceituno.

O galpão receberia ainda peças de grande porte (vagões, locomotivas etc.). A integração entre os museus seria feita pela Maria-Fumaça.

O acervo do Museu Ferroviário é composto, atualmente, por 6.000 peças. O local foi constituído a partir do projeto de lei número 1.425, de 11 de julho de 1969, de autoria do então prefeito, Alcides Franciscato.

O Museu Ferroviário só entraria de fato em funcionamento em 1989. Inicialmente, a instituição era gerida por um conselho formado pela Prefeitura de Bauru e as extintas Ferrovia Paulista S/A (Fepasa) e Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA).

Hoje, apenas a prefeitura é responsável pela manutenção do local. Ao lado do Museu Ferroviário, funciona o Centro de Memória Regional, que reúne documentos históricos da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB).

O lugar á bastante freqüentado por estudiosos em busca de material para pesquisas acadêmicas. Costumam aparecer também no Centro de Memória antigos funcionários da NOB, a procura de documentos para processos de aposentadoria.

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