Esportes

Ceni e Marcos vivem momentos distintos

Daniel Akstein Batista e Giuliander Carpes
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo e Palmeiras ostentam as duas melhores defesas da competição. Fala-se muito das zagas, de Maurício Ramos, Danilo, Miranda, André Dias e Renato Silva. Ninguém se esquece também dos volantes Pierre ou Hernanes. Mas ninguém pode deixar de falar dos goleiros, que nesta competição vivem momentos distintos.

Os últimos anos foram marcados pelas várias contusões de Marcos e a consistência de Rogério Ceni. Em 2008, o palmeirense conseguiu passar a temporada sem se machucar, e segue quase ileso em 2009. Já o são-paulino se contundiu antes do início do Brasileiro e só voltou aos campos há duas rodadas.

Ninguém levou menos gol no campeonato do que o Palmeiras. Foi vazado 19 vezes, três a menos do que o rival. Os jogadores creditam a boa fase ao entrosamento e à marcação adiantada, que começa com os atacantes. E não deixam de elogiar o goleiro pentacampeão mundial com a seleção brasileira em 2002.

Marcos se machucou poucas vezes na atual temporada. Desfalcou o time em alguns jogos da Libertadores, Paulista e Brasileiro, mas nada comparado às graves contusões que já teve. Em campo, leva segurança ao grupo e temor aos adversários. No empate por 1 a 1 com o Atlético Mineiro, no Mineirão, falhou no primeiro gol adversário, mas depois se redimiu ao defender um pênalti. Ele já salvou a equipe da derrota em várias partidas.

Na contramão de Marcos, Rogério Ceni sofreu pela primeira vez na carreira uma grave lesão. Fraturou o tornozelo em treino no dia 13 de abril, um dia depois da derrota que abriria o caminho da crise no Morumbi, para o Corinthians (2 a 1), na primeira partida da semifinal do Paulista. A equipe depois foi eliminada do Estadual e da Libertadores, o que culminou com a demissão do técnico Muricy Ramalho, amigo pessoal do goleiro. Voltou quando tudo retornou ao normal.

“Eu sempre estive ali junto do pessoal, sofri com essa crise com eles. Infelizmente eu não podia entrar em campo para ajudar”, afirmou o capitão são-paulino. Mas agora já pode. E sua presença será essencial. Principalmente porque o duelo deverá ser definido nos detalhes. Gol de falta ou de pênalti pode ser fundamental.

Parece que Rogério tem predileção por marcar gol no Palmeiras. Fez sete dos seus 83 gols contra o rival. O último foi assim, no dia 19 de outubro do ano passado, jogo em situação semelhante ao de hoje: terminou em 2 a 2 e o goleiro anotou de pênalti. “É coincidência, nem lembrava”, minimizou. Mais um hoje não afetaria a amizade com Marcos, companheiro de seleção em 2002. “O Marcão é nota 10. Estávamos sumidos, mas que bom que vamos nos reencontrar.”

Comentários

Comentários