A população de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) cresceu 1,3% de 2008 para 2009. O número de habitantes registrados em 2008 era 42.661 e saltou para 43.245, ou seja, 584 novos moradores na cidade. Para a prefeita Ivana Maria Bertolini Camarinha (PV), a imagem positiva do município atrai investimentos e moradores.
“Atribuo esse crescimento ao desenvolvimento sustentável pelo qual o município vem passando nos últimos cinco anos. Pederneiras cresce de maneira organizada nas áreas da saúde, educação, social, esporte e cultura, e cuida bem do meio ambiente. Essa imagem positiva do município dá confiança para quem quer se instalar aqui”.
Dentre as cidades de pequeno porte, Bocaina (69 quilômetros de Bauru) apresentou um crescimento populacional acima das demais de mesmo porte. Em 2008, tinha 10.889 habitantes e, no ano seguinte, 11.028. Para o prefeito João Francisco Bertoncello Danieletto (PV), alguns fatores cooperaram com o crescimento populacional.
“A qualidade de vida, a expectativa de vida de 77 anos, acima da média do Estado de São Paulo. O crescimento das indústrias do setor coureiro, o aumento da receita, com mais produção, e conseqüente aumento da mão-de-obra. Além da garantia de assistência gratuita na Saúde e na Educação com investimentos nas duas áreas pela prefeitura nos últimos quatro anos e meio.”
A estância de Barra Bonita ganhou 38 novos moradores de 2008 para 2009, segundo o IBGE, passando de 36.176 habitantes para 36.214. O prefeito José Carlos de Mello Teixeira (PPS) avalia que o tímido crescimento foi provocado por alguns fatores, como instituição de programas de controle de natalidade, baixo investimento em casas populares nos últimos anos, estabilização no número de empresas e transferência de cargos e setores industriais para outras cidades.
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Alvinlândia não quer atrair novos habitantes
O prefeito de Alvinlândia, Elizeu Jesus Eleotério (PP), não concorda com a contagem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em sua opinião, a contagem está errada. “Eu acredito que o número de habitantes da cidade seja algo em torno de 3,4 mil a 3,5 mil.”
A falta de hospital no município pode ser o principal fator do crescimento tímido. “Aqui não nasce ninguém. Os moradores nascem em Marília. Alvinlandense nato não tem mais.”
O crescimento tímido no índice populacional não assusta o prefeito, que não pretende atrair novos moradores sem ter a infra-estrutura adequada para atendê-los. “Hoje, o índice de mortalidade infantil é quase zero. Se houver um aumento grande de moradores, vamos ter problema.” Na opinião de Eleotério, para atrair novos moradores é preciso ter emprego. “Se tivéssemos uma indústria de grande porte que gerasse vagas no mercado de trabalho e aumentasse a arrecadação, seria interessante, do contrário, não.”