Já há muito tempo percebemos que devido à concorrência cerrada, o que faz a diferença na escolha de um estabelecimento comercial é o atendimento. Educação, respeito e cordialidade, são princípios básicos que esperamos do atendente e mais ainda do proprietário. Alguns locais tem tanto compromisso com a qualidade do atendimento, que chegam a pintar em suas paredes frases como: 1-“O cliente tem sempre razão”; 2- “Caso o cliente não tenha razão, volte ao item 1”, lembrando seus funcionários de como agir com o cliente. Por essa razão, fiquei indignada quando no domingo passado (23/agosto) fui até a padaria próxima a minha casa, na avenida Nossa Senhora de Fátima - Jd. Europa, e diante de uma sugestão que fiz ao proprietário, fui muito destratada.
Já não foi a primeira nem a segunda vez que ao comprar frios naquela padaria percebo que os valores não estão visíveis ao consumidor. A tabela que a atendente usa, fica do lado de dentro do balcão, com letras miúdas. Apenas ela mesma enxerga. Além disso a moça fica na frente da balança e apenas anota o valor a ser pago num papel rascunho. Não sabemos nem a quantidade pesada, nem o valor por quilo. Como podemos conferir se estamos pagando o preço correto? Em outras oportunidades já ouvi reclamações de outras pessoas. Foi então que me dirigi ao proprietário do estabelecimento e para dar a sugestão de ser colocado um papel com letras maiores onde todos pudessem verificar os valores dos frios.
Aí começaram as agressões. Ele arrancou o papel de onde estava, jogou em cima do balcão e disse: “Tá bom assim pra senhora agora?”, falou tão alto que as próprias atendentes ficaram surpresas. Um outro cliente que estava no local, de tão envergonhado, olhou pro outro lado. E ele continuou gritando, falando que já tinha investido muito dinheiro naquele prédio, pra quem não merecia. Virou-me as costas e entrou. Fiquei chocada. Onde foi parar a civilidade desse homem? Além de cliente, sou humana. Mereço e exijo respeito! Nós, clientes, temos todo o direito de sugerir e reclamar se for o caso. O proprietário tem o dever de ouvir, e se achar viável acatar a sugestão.
Por isso achei pouco apenas deixar de comprar lá. Deixo aqui minha indignação e um alerta, que todos fiquem atentos e exijam ser tratados com máximo respeito.
Claudete de Carvalho Guaraldo
Perpetuação da mentira
A reunião organizada pela OAB, classificando de “convidados ilustres” ex-guerrilheiros foi, no mínimo, pitoresca. A sugestão de um deles era de incluir a repressão no currículo escolar. Concordo. Mas desde que a verdade fosse revelada. Poderia começar dizendo que nenhum, absolutamente nenhum destes ex-guerrilheiros defendeu a democracia em dia algum de suas precárias existências. Foram combatidos pelos militares, que atenderam ao chamado da sociedade civil da época porque os comunistas, a começar pelo falastrão Carlos Lamarca, debilitaram as instituições democráticas. Deveria revelar que a reações dos militares deveu-se ao aumento da violência dos comunistas, que queriam implantar a ditadura do proletariado apenas pela luta armada. Contar, também, que os guerrilheiros urbanos mataram dezenas de civis inocentes e que os militares não combateram ideologias, mas ações criminosas reais. Poderiam contar, por exemplo, que em nenhuma das siglas de suas facções criminosas tinha a letra “D” de Democrático, mas “R” de revolucionário e “C” de comunismo.
Deveriam contar, ainda, que apenas os militares juraram dar a vida pelo país, ao passo que os comunistas (estes que a OAB trouxe com galhardia) juraram dar a vida pelo comunismo. Uma verdade que lhes dói é que nenhuma de suas ações, na década de 60 ou 70, jamais esteve voltada para o retorno à democracia: democracia e comunismo são incompatíveis. Poderia ser esclarecido que os “desaparecidos” eram militantes que viviam anos com nomes falsos e que nem mesmo a família conhecia os codinomes; quando morriam em combate, enterrava-se alguém cujo nome não existia nos cartórios. Temos que contar para os jovens de hoje que Cuba e URSS financiavam as ações das facções criminosas, indagando qual delas era “democrática”. Aliás, deve sempre ser indagado como a chamar de ditadura um regime que permitia eleições, enquanto o “nobre” Fidel Castro, adorado até hoje pelos ex-guerrilheiros, jamais o permitiu em sua fracassada ilha?
E, por último, tem que contar que esses mesmos comunistas, que lutaram contra a democracia para afundar o país num regime doentio, que mataram cruelmente, roubaram bancos e praticaram incontáveis atos terroristas, hoje continuam pilhando por meio da nefasta “comissão de anistia”, por eles composta. Por conta disso, o Brasil já perdeu quase 3 bilhões de reais em indenizações, a maioria das quais pagas a quem, apenas, pegou em armas para praticar crimes e implantar o comunismo.
Se aceitarem o desafio de confrontar fatos reais contra seu cinismo e suas mentiras, então talvez a sociedade esteja preparada para estudar de fato o governo militar. Mas, sem essa de contar lorotas com apenas um lado das versão fantasiosa dos “ex-guerrilheiros”. Isso sim seria democracia, mas isso eles não conhecem.
Ivan Garcia Goffi - advogado