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Incêndio destrói fábrica de cotonetes

Por Juliana Franco | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Uma fábrica de cotonetes localizada no Distrito Industrial 1 de Bauru foi totalmente destruída por um incêndio, na manhã de ontem. O Corpo de Bombeiros contou com o apoio de funcionários de uma indústria vizinha, a Adams, e do helicóptero Águia da Polícia Militar no trabalho de combate ao fogo, que durou cinco horas. Não houve feridos, mas segundo o Corpo de Bombeiros, a destruição foi total. O valor do prejuízo não foi informado. O JC apurou que a empresa possui seguro.

O incêndio ocorreu na MT Indústria e Comércio de Produtos para Higiene, na quadra 10 da rua Joaquim Marques de Figueiredo. O primeiro foco de fogo foi observado às 7h40 por funcionários da Adams, que estavam na empresa para participar de um treinamento de combate a incêndio, e que acionaram os bombeiros. A fábrica estava fechada e não havia ninguém no prédio na hora.

Segundo o capitão Miguel Angelo Minozzi, oficial do Corpo de Bombeiros, o combate ao fogo foi lento devido ao desabamento do telhado e ao risco de uma das paredes do prédio cair sobre a indústria vizinha. Ele conta que quando a equipe chegou ao local, por volta das 8h, as chamas já eram de grandes proporções. Até ontem à noite, os bombeiros ainda não sabiam as causas do fogo.

Foram deslocados 20 profissionais – três oficiais e 17 bombeiros – além de quatro viaturas para o local. O trabalho contou com o apoio de um caminhão de suporte de água do Departamento de Água e Esgoto (DAE), da brigada de incêndio da Adams e do helicóptero Águia, da Polícia Militar, que usando o puçá despejou, por várias vezes, água sobre o local do incêndio.

“Quando fomos acionados, estávamos em troca de turno. Então, os profissionais que estavam deixando o trabalho e os que entravam, foram direcionados para a fábrica de cotonetes”, explica. “Também contamos com a ajuda de cerca de 60 brigadistas da Adams”, acrescenta.

Por volta das 9h30, as chamas altas já tinham sido debeladas e duas equipes de bombeiros trabalhavam no combate aos focos internos. O capitão Minozzi explica que o material que estava dentro da fábrica era altamente inflamável, fato que explica o incêndio ter tomado grandes proporções em pouco tempo. Além de algodão e plástico que servem de matéria-prima básica para os cotonetes, havia também na fábrica grande quantidade de papelão e resina.

“A Defesa Civil vai nos mandar uma retroescavadeira para retirarmos esse material. Vamos retirar o que sobrou e combater os focos de incêndio. Só com a retirada deste material vamos conseguir cessar o fogo”, explicou pela manhã.

“Como o teto cedeu, as paredes que ficaram em pé correm risco de desabar. Como uma delas faz muro com a empresa vizinha, nossa preocupação é que não caia e cause mais prejuízos. Por isso, o trabalho é lento”, complementa. O fogo foi debelado às 13h, mas à noite os bombeiros ainda estavam no prédio fazendo trabalho de prevenção a novos focos de incêndio.

A fábrica funcionava no local há cerca de quatro anos e empregava aproximadamente 40 pessoas. A reportagem do JC procurou, por telefone, Miguel Tobias, dono da empresa, mas ele preferiu não se pronunciar a respeito do incêndio.

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Outros casos

Na semana passada, um incêndio destruiu totalmente uma fábrica de enxovais em Ibitinga, mas ninguém se feriu. Em abril último, um incêndio de grandes proporções consumiu uma fábrica de fraldas em Iacanga. Também foi necessária a ajuda de um caminhão-pipa de usina do município para debelas as chamas. Também não houve feridos.

No ano passado, incêndios destruíram uma fábrica de móveis em Dois Córregos, uma fábrica de travesseiros em Ibitinga e uma fábrica de estopas em Macatuba. Em nenhum dos casos houve pessoas feridas.

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