Rio - Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 75,5% dos idosos, sendo 69,3% dos homens e 80,2% das mulheres, sofrem de doenças crônicas no País. Segundo o estudo “Indicadores Sociodemográficos e de Saúde - 2009”, em menos de 40 anos, enfermidades complexas e que dependem de tratamentos mais caros passaram a atingir pessoas com faixas etárias mais avançadas no Brasil.
O levantamento ainda aponta que os idosos do Nordeste encontram-se em séria desvantagem quanto à condição funcional, quando comparados com os das demais regiões do país. A incapacidade funcional é avaliada pelo instituto através da dificuldade de mobilidade, de realizar atividades básicas como cuidado pessoal e nas ações mais complexas, necessárias para viver de forma independente.
Já idosos em muitas áreas do Norte e do Centro-Oeste, onde há predominância de atividades agrícolas e menores taxas de urbanização, encontram relativa vantagem. O caso do Rio Grande do Sul, unidade da federação que apresenta a segunda maior expectativa de vida do país, também se destaca pela variação das condições dos idosos, com prevalência de incapacidade diferenciada em suas regiões.
A pesquisa destaca que o Brasil envelhece rapidamente, mas os grandes centros urbanos, embora já apresentem um perfil demográfico semelhante ao dos países mais desenvolvidos, ainda precisam melhorar a infraestrutura de serviços para dar conta das demandas decorrentes das transformações demográficas vigentes.