Pequim - Cinco pessoas morreram, e 14 ficaram feridas durante protestos por mais segurança em Urumqi, capital da Província de Xinjiang, extremo oeste da China, anteontem.
“Houve cinco mortos, incluídas duas pessoas inocentes”, disse o vice-prefeito de Urumqi, Zhang Hong, em entrevista coletiva ontem, sem querer explicar o que quis dizer com “inocente”, nem revelar as identidades das vítimas.
Centenas de chineses voltaram ontem às ruas de Urumqi pelo segundo dia consecutivo para acusar o governo de não oferecer proteção aos chineses da maioria han contra ataques da minoria étnica uigur.
Foram dispersados com gás lacrimogêneo. Há 20 mil militares e paramilitares nas ruas de Urumqi.
Os protestos aconteceram após onda de ataques a cidadãos comuns feitas com seringas. A TV estatal de Xinjiang disse que 531 pessoas procuraram hospitais, alegando ter sido atacadas a seringadas na última semana, das quais 106 tinham ferimentos. Há 20 presos acusados pelos ataques. Boatos diziam que as seringas estariam contaminadas com o vírus HIV.
O ministro chinês da Segurança Pública foi enviado para Urumqi para coordenar a repressão ao movimento. Há dois meses, Urumqi foi cenário dos mais violentos confrontos étnicos da China na última década, com quase 200 mortos.