Geral

Todos pertencemos à raça humana

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

“Todos nós pertencemos à raça humana”, disse a drag queen Rubya Bittencourt, ao final da Parada da Diversidade. Destacou que gays, negros, mulheres, pessoas com deficiência, qualquer um, deve exigir respeito. A deferência é fundamental não só frente à orientação sexual, como em relação a raças, cultura e credo, por exemplo.

Ela fechou o evento ao lado de Marcos Souza, o Markinhos, sócio da Labirinthus Lounge Mix e coordenador geral da Associação Bauru pela Diversidade (ABD), organizadora da Parada. Apesar das preocupações inerentes a um evento desse porte, ele parceria feliz ao acompanhar do alto a concentração de gente na principal avenida da cidade. Quando o sol deu as caras, por alguns minutos, Markinhos soltou balões coloridos, que enfeitaram as imediações do Parque Vitória Régia.

“Queremos chamar atenção para as minorias, dar dignidade e pressionar órgãos públicos para a criação de uma política voltada para a minoria”, disse em várias oportunidades. Ontem, no entanto, eram maioria. Lotaram o anfiteatro do Vitória Régia para ver de perto Monique Evans. Considerada por muitos anos rainha dos gays, ela acredita que conquistou a posição por ser exagerada. Foi a primeira madrinha de bateria do Brasil.

Aos 53 anos, continua linda. Para ela, o preconceito é coisa do passado. Tanto que defende uma festa só, que aglutine todos. Ovacionada pelo público, só ela foi capaz de dar fim a um mal-estar que envolveu Léo Áquilla e Dimmy Keer.

Além de música eletrônica, o evento contou também com batidas de samba. A Associação de Escolas de Samba e Blocos Carnavalesco de Bauru se apresentou na parada - até porque se sente discriminada. Qualquer tipo de preconceito tem de ser desmascarado, destacou Vanderlei de Oliveira, presidente da entidade.

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