São Paulo - O presidente Lula assistiu ontem, na Esplanada dos Ministérios, ao desfile de 7 de Setembro. Ele chegou no Rolls Royce presidencial, acompanhado de sua mulher Marisa Letícia, depois de passar em revista as tropas.
Lula autorizou o comandante militar do Planalto, general Américo Salvador de Oliveira, a iniciar a parada cívico-militar. Ele assistiu ao desfile acompanhado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, convidado de honra, dentro das comemorações do Ano da França no Brasil. De acordo com a estimativa dos organizadores do evento, 45 mil pessoas assistiram ao desfile.
Além de Lula e Sarkozy, assistiram ao desfile os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores), Nelson Jobim (Defesa), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, e o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). Os jogadores de vôlei Nalbert e Emanuel entregaram camisetas para Lula, Sarkozy e Marisa.
Dividido em duas partes, uma civil e outra militar, o desfile teve a participação de cerca de 3,6 mil pessoas. A Patrulha Acrobática francesa fez um sobrevôo rápido pelo céu de Brasília. Ao cruzar a Esplanada, os aviões deixaram um rastro de fumaça nas cores da bandeira do país: azul, vermelho e branco. A festa da Independência foi encerrada pelas tradicionais acrobacias da Esquadrilha da Fumaça.
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Churrasco frustrado
Brasília - O churrasco oferecido pelo presidente Lula ao francês Nicolas Sarkozy terminou de forma desastrosa na noite de domingo, pelo menos quanto aos aspectos culinários. A carne estava “quase no ponto”, segundo contou Lula, quando o francês chegou. Mas, por conta do calor, as laterais de vidro da churrasqueira estouraram, crivando a comida de vidro.
“Estas churrasqueiras modernas têm um vidro temperado de cada lado e acho que se colocou carvão demais na churrasqueira. Estourou e caiu todo o vidro em cima da carne, ou seja, não poderia, sabe, oferecer churrasco com vidro”, desculpou-se Lula.
O próprio Sarkozy falou na entrevista coletiva da frustração por não experimentar o churrasco. Lula, então, explicou melhor o episódio.
Segundo o presidente, o problema foi logo contornado porque a primeira-dama, “insistindo que iria chover”, havia deixado uma moqueca capixaba preparada. “E, em vez de churrasco, comemos moqueca com feijão tropeiro. Fiquei satisfeito que o Sarkozy gostou muito de feijão tropeiro. Isso significa que ele já está se sentindo em casa”, brincou Lula.