Turismo

O mar azulado de Punta Cana

Por AE | Zarcillo Barbosa, Especial para o JC
| Tempo de leitura: 4 min

Região mais famosa da República Dominicana, Punta Cana encanta os estrangeiros com seu mar azulado. Dominadas pelos resorts, as praias são impecáveis – não só pelo capricho da natureza, mas pelo empenho dos funcionários dos hotéis, que não deixam uma alga na areia. Canadenses, americanos, alemães e espanhóis lotam os hotéis e acordam cedo para curtir os dias ensolarados.

Às 7h, já há turistas correndo na areia ou tomando sol. Mais tarde, a pedida são os esportes aquáticos. Instalados lado a lado sem deixar muito evidente quando acaba um e começa outro, os hotéis têm à disposição dos hóspedes pranchas e caiaques e oferecem saídas de barco para mergulho.

Mas, mesmo com aquele mar imenso à frente, há quem prefira as piscinas com bordas imitando a praia. No sistema tudo incluído – adotado na maioria dos resorts -, bebidas e refeições já constam na diária. Quem quiser mesmo só descansar não precisa sair dos hotéis. Até a balada é nos resorts, que têm boates abertas até a madrugada.

Entre os serviços pagos, a Internet custa, em média, US$ 5 cada meia hora. O problema é que nem sempre é possível gravar os CDs de fotos. Portanto, quem levar a máquina digital precisa ter outro cartão de memória se não quiser perder boas imagens, como as de Bávaro, outra praia de cartão postal.

Está lá a boate mais agitada da região, a Mangu, que fica na área do hotel Occidental Flamento. Além do rum, a bebida quase oficial do país é a cerveja Presidente, de fabricação local. Nas boates, a long neck custa US$ 4.

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Culinária crioula e merengue

Em Santo Domingo, os turistas não deixam de reservar um tempinho para um almoço crioulo no El Conoco (rua Casimiro Moya, 152). Conoco pode ser traduzido como horta ou quintal onde se cultivam verduras, frutas e legumes.

A cozinha dominicana nasceu da mestiçagem das culturas dos índios taíne e dos escravos africanos. O restaurante típico tem instalações simples, com teto de sapé, mas serve produtos de qualidade.

A comida servida no bufê leva muita banana na receita. Completam o cardápio carne com tempero picante, feijão cozido em panela de barro e doces em compota, como a “uva-do-mar”, uma frutinha que dá na praia.

Brasileiro não vai estranhar o tempero, que é bastante parecido com o nosso. Por isso, experimente o “mofongo”, espécie de pirão consistente. Ele é feito com banana amassada, carne de porco frita e alho. Outro prato típico é o “chivo cibaeño”, composto por carne de cabrito e verduras cozidos em vinho tinto e rum.

Uma das refeições mais apreciadas pelos nativos, a ponto de ser chamada carinhosamente de “bandeira dominicana”, é conhecida dos brasileiros: frango frito com feijão e arroz. Só o tempero é um pouquinho mais forte.

Diariamente há shows de dançarinos meio acrobáticos, que rodopiam ao som do merengue em torno da “boquinha da garrafa”. A casa é decorada com artesanatos que podem ser comprados na ‘lojinha’ da porta.

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Altos de Chavón e a Ilha Saona

Saindo de Punta Cana, leva-se cerca de três horas de carro para se chegar a Altos de Chavón, réplica de uma cidade medieval construída por um milionário norte-americano.

Saía do resort escolhido preparado, pois o caminho é cheio de surpresas, algumas boas, outras nem tanto. Entre as prazerosas estão aquele elenco de casinhas de zinco coloridas, que formam um belo e pitoresco contraste com a vegetação.

Depois de muito “tranco” na estrada, incluindo buzinadas e solavancos, chegará a Chavón, com direito à parada para compra de artesanato e água. A pausa é necessária para enfrentar a descida que leva até um ancoradouro, de onde saem lanchas para a Ilha Saona, o esperado paraíso.

São cerca de 35 minutos de travessia até a lancha parar numa piscina natural de águas transparentes e temperatura morna. No fundo, é possível ver peixes, estrelas-do-mar e o próprio pé.

Depois disso, mais uma pausa até se chegar ao paraíso prometido: Saona, a dez minutos dali. Linda, perfeita, imbatível. Cercada por mar tranqüilo e azul, a ilha tem areia clara e espreguiçadeira para todos. Um dos cenários mais exuberantes do planeta. A espera é difícil, mas vale a pena!

Península de Samaná

No Norte da República Dominicana, a Península de Samaná é uma opção para quem quer deixar as praias de lado, pelo menos por algumas horas.

Partindo do aeroporto de Punta Cana, em um avião para 14 pessoas, a viagem dura 30 minutos. De cima, a vista é incrível. No começo, as praias com seus resorts de luxo; depois, o mar azulado, com inúmeras formações de corais.

A chegada é em Santa Bárbara de Samaná, a Capital da província. O destino é a comunidade de El Café, onde a Cachoeira do Limão é a atração. No caminho, moradores mostram a produção local de cacau, banana, batata, mel, café e artesanato.

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