Turismo

Ruas de pedra e flores nas janelas


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Mesmo sozinho, dá para fazer descobertas no Centro da Capital Santo Domingo: ruazinhas de pedra, casas centenárias com flores na janela, um antigo mosteiro em reforma. Tudo é muito bem cuidado. O ideal é passar pelo menos metade do dia na região para conhecer suas principais construções.

Para entrar de vez no clima do Centro, uma opção é ficar hospedado por lá mesmo. Há hotéis charmosos, que aproveitam, e preservam, a bela arquitetura dos imóveis antigos, muitos com enorme pátio no Centro.

Ainda que não tenha a fama de Cuba, a República Dominicana também fabrica charutos. A produção se concentra na cidade de Santiago, no Oeste do país, mas na Capital é possível comprar marcas de produção local. Na Boutique del Fumador, na Calle El Conde, um funcionário fica enrolando charutos na vitrine, chamando a atenção de quem passa.

Perto dali estão os museus do âmbar e da larimar, as jóias nacionais. Em diversas lojas, elas aparecem em brincos, colares e pulseiras, então vale a pena comparar os preços. As peças mais baratas são vendidas por artesãos, mas o acabamento não é o melhor.

Pelas ruas ou no Mercado Modelo, também no Centro, sempre tem alguém oferecendo mamajuana, uma bebida feita com rum e ervas que promete curar todo tipo de indisposição física. As banquinhas de frutas, frescas e descascadas, também estão por todos os lados.

Se o calor for muito, dê uma esticada até Boca Chica, a praia mais próxima da Capital, a 30 quilômetros. O lugar, de mar calmo, é bastante procurado para atividades aquáticas, como banana boat e esqui. E é lá que os dominicanos conseguem um espaço na areia, no meio de tantos hotéis.

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A casa do filho de Colombo e o passeio das damas

Os dominicanos garantem que os restos de Cristóvão Colombo estão depositados no Faro de Colombo, construído em 1986, enquanto os espanhóis firmam o pé que estão sim em Sevilha, na imponente catedral da cidade.

Seja lá como for, o que importa é que foi o navegador que descobriu a ilha, deixando por lá seu filho, dom Diego, que viveu na Capital a partir de 1510.

O palacete de pedra, na Praça da Espanha, com vista para o rio Ozama, preserva móveis e objetos da época pertencentes ao filho de Colombo. E a primeira rua da cidade, Las Damas, ganhou o nome por causa dos passeios que a mulher de dom Diego, Maria de Toledo, fazia com suas damas de companhia. Eram 30 à procura de maridos endinheirados.

Andando pela rua você se deparará com a fortaleza que ganhou o nome do rio que corta a cidade: Ozama. Estratégico, para que de longe e com antecedência os espanhóis vissem a chegada de prováveis invasores franceses e ingleses.

Num passeio pelo Centro você descobrirá muitas outras referências ao descobridor, que se encantou com a beleza da ilha, espalhada por todos os lados. Como no Parque Colombo, onde fica a primeira catedral das Américas, inaugurada em 1540.

Com traços góticos e renascentistas, a Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Santa Maria da Encarnação é um dos lugares mais movimentados do centro velho. Na frente dela, guias com crachá de identificação se oferecem para acompanhar os estrangeiros nesse ou em outro passeio no Centro.

Os guias vão acabar indicando uma visita ao Faro de Colombo, um monumento em homenagem ao descobridor, do outro lado do rio Ozama, onde, supostamente, estão seus restos mortais.

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