Esta narrativa é verídica de uma brincadeira que por pouco não virou coisa séria.
Lá pelos anos de 1978, num sábado, nós todos integrantes da oficina mecânica e funilaria que ficava na rua dos Andradas, 1-19, resolvemos fazer um churrasco na beira do rio Batalha e o lugar escolhido foi a ponte do Cedro.
Foram todos empregados e alguns amigos nossos, e mais eu, o Agenor, Virgílio, o Vando e um amigo do Agenor chamado Alonso com sua Kombi carregada de apetrechos para o churrasco. A festança estava animada com a comilança do churrasco e a cerveja até que o Agenor aprontou uma das suas brincadeiras pra cima de seu amigo Alonso: ele deu uma de bêbado e fingia tão bem que era difícil a gente notar se ele estava de fogo ou não.
O amigo Alonso se comoveu com o estado do Agenor e fez de tudo para reanimá-lo, mas ele era tão bom na sua imitação de bêbado que até a gente, que sabia que era fingimento, já estava pensando que era verdade. Até que, com muito custo, ele colocou o Agenor na sua Kombi para levá-lo para casa. E nós vendo tudo aquilo ficamos quietos, esperando ver o fim dessa história.
Chegando em Bauru, o bicho pegou porque o Agenor parou de fingir e falou para o amigo que tudo aquilo era brincadeira. O Alonso não quis aceitar as desculpas do amigo e a amizade dos dois ficou meio abalada depois daquela brincadeira.
Tempo bom era aquele. Nós aprontávamos cada uma que a gente não acreditava se era real ou não.
Florindo Martins é pescador e contador de histórias.